Terça-feira, Maio 08, 2007

FIM (do princípio)

Quando comecei a escrever este blog estava longe de imaginar até onde me levaria esta aventura, pois sempre fui deixando sair aquelas ideias que intuitivamente me pediam para fluir, muitas delas já maturamente sentidas por meia vida rica de observações e experiências. A maior parte destas ideias dizem respeito ao ser, indivíduo como célula social e à sua consciência do todo onde está integrado, assumindo um papel interventivo na sua construção.
Não tendo uma formação científica e conhecimentos reconhecidos, foi através da arte que se foi desenrolando esta tentativa de me reconhecer o mais profundamente que pudesse e soubesse, permitindo-me assim misturar a ficção dos sonhos com a realidade apreendida e a espiritualidade da poesia.
O humor (saudável loucura), o amor (gostar de mim para gostar de ti e vice versa), a vontade (a obra) e a fé (intuição-convicção), são os principais valores que estruturam o carácter deste blog, não havendo por isso limites condicionadamente aceites e deixando sempre uma porta aberta para as interpretações mais radicais.
Para além do presente, passado e futuro, tento alcançar uma certa intemporalidade, numa linguagem simples de pequenos quadros com substância, mas que apenas subtilmente desvendam a necessidade de um maior aprofundamento de certos assuntos socialmente ainda considerados tabu.
Argumentista, realizador e actor deste filme que retrata a minha vida, fui-me transmutando em variadíssimos personagens, arriscando estados de espírito elevados e pouco comuns para poder comunicar o que me vai na alma.
Oxalá que este meu in/conformismo possa ser catalizador social de uma atitude individual de procura que revele as maravilhas que eu tenho tentado, e ainda não consegui totalmente, encontrar.

Vosso

jm

Segunda-feira, Abril 30, 2007

Parabéns

Se eu pudesse dava-te o Mundo.
Assim, dou-te Amor profundo.

(Para a Joana)

Domingo, Abril 29, 2007

Domingo, Abril 22, 2007

As Árvores e as Pedras

Era uma vez um menino cheio de ideias estranhas na cabeça. Ele achava que o infinito era pequeno e que o eterno era curto. Conversava com as Árvores e com as Pedras e ria com elas, pela magnitude que lhe contavam da Natureza.
Um dia as Árvores lhe disseram: "Sabe? No nosso Universo cada uma de nós cumpre com o que lhe cabe, pela satisfação de fazer assim. Nenhuma de nós recebe pagamento pelo que executa, senão o prazer de cumprir as leis naturais. E nenhuma de nós se exime da sua parte. Os humanos passam a sua vida a só fazer coisas que lhes resultem em dinheiro. Mas não fazem o que querem. Caiem no cativeiro da civilização, trabalham no que não gostam para ganhar a vida e perdem-na ao nada fazer de bom. Ficam infelizes e por isso tornam-se rabujentos, envelhecem e morrem. Procure você viver feliz como nós que nos alimentamos, respiramos e reproduzimos tal como nos dá prazer. Por isso, quando morremos, na verdade ficamos vivas em nossas sementes e crescemos de novo. Vá e ensine isso aos que, como você, podem ouvir as nossas palavras. Fará com isso muita gente feliz, livre da escravidão da hipocrisia."
O menino ainda era pequeno para saber a extensão do que lhe propunham as Árvores mas concordou em levar essa mensagem aos homens.
Entretanto as Pedras que até então se tinham mantido muito quietas, começaram a falar e disseram coisas aterradoras! Uma Pedra maior e coberta de musgo, o que lhe conferia um ar ancião e sacerdotal, tomou a frente das demais e falou fundo, ecoando dentro da sua alma:
"Não, você não deve cometer a imprudência de levar aos homens a mensagem das Árvores. Nós somos Pedras frias e friamente pensamos. Estamos aqui há mais tempo que elas e temos visto o transcorrer desta pequena História Universal dos humanos. Antes de você muitos receberam esta mensagem e foram incumbidos por elas de levar a felicidade e a paz que os hominídeos perderam ao erigir esse imenso templo de pedra ao deus do ouro que é a Cidade. Todos os que tentaram ajudar a humanidade foram perseguidos, difamados e martirizados, cada um conforme os costumes de sua época. Crucificados em nome da justiça, queimados em praça pública em nome de Deus e tantos outros martírios pelos quais você mesmo já passou várias vezes em vidas anteriores. Hoje você pensa que não corre mais perigo... e aceita tentar outra vez. Quanta falta de censo! Quando começar a dizer as coisas, vão primeiro tentar comprá-lo. Se você não sucumbir ao tilintar dos trinta dinheiros, então é preciso que seja realmente um forte para permanecer de pé, pois passarão a agredi-lo de todas as formas."
Mas o menino respondeu prontamente. Tomou um ramo numa das suas mãos e uma pedra na outra e bradou: "Este é o meu ceptro. E este o meu orbe. Com o vosso reino elemental construirei meu santuário e reunirei à volta os seres perfeitos, capazes de ouvir e de compreender. As rochas manterão do lado de fora os incapazes e as toras aquecerão do lado de dentro os que reconhecerem o valor do reencontro."
As Árvores e as Pedras emudeceram. Depois as Árvores o ungiram com o orvalho sacudido pela brisa e as Pedras deixaram cair em suas mãos o musgo primevo que as vestia, como que a abençoá-lo.
Nesse momento, os raios do Sol eram difusos por entre os ramos e a névoa da manhã. O menino olhou e compreendeu: se a luz fosse excessiva não ajudaria a enxergar mas sim, ofuscaria o entendimento. Então agradeceu aos ramos e à névoa. E mesmo às Pedras que o faziam tropeçar para o tornar mais atento aos caminhos que percorria. E amou a todos... até aos homens!

Do livro "Prontuário de Yoga Antigo (Svásthya Yoga)" de Prof. De Rose (dinalivro)

Quarta-feira, Março 07, 2007

Sábado, Março 03, 2007

Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

O Sonho

video

"Signals" de Brian Eno


Sábado, Fevereiro 10, 2007

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Quarto dos Brinquedos

Cromoterapia



O ser humano e a natureza necessitam da luz do sol para viver. Sem luz não há vida e dessa maneira, o homem e a natureza recebem a luz solar e esta se decompõe em sete raios principais que são distribuidos por nossos corpos, físico e energético. Se houver desequilíbrio dessas cores, as doenças refletem-se no nosso corpo físico e adoecemos.
A Cromoterapia é uma ciência que usa a cor para estabelecer o equilíbrio e a harmonia do corpo, da mente e das emoções. É baseada nas sete cores do espectro solar e cada cor tem uma vibração específica, actuando desde o nível físico até os mais subtis. Através de suas cores energéticas, reestabiliza o equilíbrio do organismo, obtendo-se, portanto, a cura. No tratamento, podemos utilizar várias técnicas como fonte de cura ou harmonização: luz do espectro solar, luz de lâmpadas coloridas, alimentação natural, mentalização das cores e ainda contacto com a natureza.

Propriedades terapêuticas das cores

Vermelho: Dá energia e vitalidade. Estimula o sangue e liberta adrenalina. Combate resfriados sem febre. Dispensa o cansaço e ameniza dores reumáticas.

Alaranjado: Tonifica, combate a fadiga, estimula o sistema respiratório e fixa o cálcio no organismo. Aumenta o optimismo.

Amarelo: Estimula o sistema nervoso central, contribui para a regeneração de problemas ósseos, bom para prisão de ventre, potencializa o fósforo e o sódio. Estimula o intelecto.

Verde: Favorece o equilíbrio hormonal, estimula órgãos digestivos, tem acção refrescante e anti-infecciosa. Alivia a insônia.

Azul: Calmante, analgésico, indicado nas infecções com febre. Actua no sistema nervoso, vasos, artérias e todo o sistema muscular. Combate o egoísmo e traz a harmonia.

Anil: Acção coagulante. Actua diretamente na corrente sangüínea. Usado em casos de ferimentos e sangramentos em geral. Estimula os cincos sentidos e a intuição.

Violeta: Acção calmante e purificadora do sangue. Elimina toxinas e estimula a produção de leucócitos. Bom nos casos de pneumonia, tosse seca, asma, irritação da pele e dor ciática. Reduz medos e angústias, diminui a irritação.

Tirado aqui

Terça-feira, Fevereiro 06, 2007


Museu da Música em Amsterdão.

Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

Memórias Campestres

A claridade da fogueira projectava três sombras que se estendiam pelo chão de cimento da grande cozinha e se destacavam na parede caiada, levemente iluminada por uma candeia de azeite.A mulher, Benedita Maria, mexia com uma colher de pau as sopas de carne que cozinhavam em negras panelas de barro. O homem colocou mais uns cavacos de azinho no lume e com uma cana comprida soprou até que eles se incendiaram numa chama viva. “Amanhã vamos os dois à caça.” disse ele olhando para o rapaz a seu lado sentado num banco empalhado com as mãos estendidas para o calor. “Vamos... mas tem que me deixar disparar a espingarda.” disse o jovem enquanto acariciava o pelo sedoso do perdigueiro deitado a seus pés. O cheiro da lenha queimada misturava-se com o das linguiças penduradas no fumeiro e com o da comida a ferver que Benedita despejava numa terrina meia de fatias de pão. “ Vamos jantar” disse ela “e tu és muito novo para andares aos tiros.” O moço riu-se enquanto se sentava à mesa. “Só gostava de experimentar” e olhando para o lado “ Está bem avô?” “Logo se vê.” e começaram a jantar em silêncio.
O dia amanhecia solarengo com uma agradável brisa enquanto caminhavam sobre as pedras de basalto das ruas da pequena vila em direcção à ponte que atravessava a ribeira de águas mansas. O verde das hortas que circundavam a povoação, contrastava com o castanho claro dos montes e o amarelado das searas de trigo da outra margem. “ Bom dia!” Gritaram acenando para um grupo de pessoas que trabalhavam no campo. Caminhavam decididos afastando-se pelos montes, o homem com a arma aberta sobre os braços com um ponche verde por cima da roupa cinzenta e o inseparável chapéu castanho a condizer com as botas de couro. O cão, o Shardeco, um animal manso e inteligente que raramente ladrava, corria alegremente pelo campo cheirando e procurando, atraído pelo odor da caça. De repente parou com a perna esquerda no ar, as orelhas e o rabo espetados e o olhar fixo em frente. O homem fez sinal ao rapaz para se baixar e fechando a arma aproximou-se cautelosamente. “ Vai lá!” O cão arrancou a correr e logo uma lebre surgiu saltando e correndo à sua frente. O homem disparou dois tiros e momentos depois o Shardeco surgiu contente com a lebre presa nos dentes deixando-a no chão aos pés do dono.
Comeram amoras e melancia e beberam em fontes de água pura a sair das rochas. No regresso o rapaz perguntou: “Então avô, posso disparar a espingarda?” Tinha treze anos, era alto e queria-se sentir um homem. “Está bem. Vês além aqueles fardos de palha? Tenta acertar-lhes.” E passou-lhe a arma para as mãos. Ele agarrou-a cuidadosamente e colocando-se em posição fez pontaria. O ruído do disparo ecoou pelos campos assustando bandos de pássaros que voaram para longe dali. A sua cabeça ficou atordoada com o barulho e ele deu um passo atrás com o impacto da arma. O homem ria-se enquanto enrolava um cigarro, “Bravo! Acertaste-lhe.”
À chegada, ainda com os ouvidos a zunir e uma nódoa negra no ombro ele pensava com os seus botões,” Ná! Isto é barulho a mais para meu gosto” E ali morreu o caçador que havia nele.

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Higher State

Sexta-feira, Janeiro 26, 2007

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Um humor "sardináceo"

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Clair de Lune



Peça para piano de Claude Débussy.
Para construir gráficos como este, a partir de qualquer ficheiro midi, consulte este site

Sábado, Janeiro 13, 2007



Porquê?
Porque sim. Os blogs estão na ordem do dia e eu quero ter um, comunicar "com o mundo" em liberdade de expressão, mostrar os meus projectos, as minhas ideias, referenciar aquilo que admiro.

Como?
Depois de muito navegar, decidi que este blog iria dar destaque à minha forma positiva de estar na vida (também tenho uma forma negativa que evito).
Através de laivos de uma aprendizagem tardia na música (sorry), design ou poesia mas que me dão grande prazer partilhar.
Naquilo que escrevo tentando ser fiel à verdade e à coerência do vivido, respeitando-me e aos outros.
Os comentários estão abertos permitindo uma saudável troca de ideias o que por vezes acontece.

E agora?
Como ninguém pode ser o que não é, vou continuar sendo aquilo que sou.
Um agradecimento a todos os autores de fotos, textos ou filmes aqui utilizados.

Domingo, Dezembro 31, 2006

Yellow

Domingo, Dezembro 24, 2006

Erik Satie, compositor e pianista françês (1866-1925).

"A importância de Satie reside em ter liderado uma nova geração de compositores franceses fora da influência impressionista de Wagner, em direcção a um estilo mais simples e epigramático. A sua harmonia é muitas vezes caracterizada por acordes incompletos, que podem ter influenciado Debussy - ou pode ter apreendido a ideia em Debussy - ninguém sabe."

(Dicionário Oxford de Música, Publicações D. Quixote)

Sábado, Dezembro 23, 2006

jm - Gymnopédie nº 1 Erik Satie

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

jm - Gymnopédie nº 2 Erik Satie

Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Religação

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

jm - Gymnopédie nº 3 Erik Satie




Merry Christmas
Joyeux Noel

Números em Harmonia

Y
xxx
1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 98765
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321

1 x 9 + 2 = 11
2 x 9 + 3 = 21
23 x 9 + 4 = 211
234 x 9 + 5 = 2111
2345 x 9 + 6 = 21111
23456 x 9 + 7 = 211111
234567 x 9 + 8 = 2111111
2345678 x 9 + 9 = 21111111
23456789 x 9 +10= 211111111

1 x 1 = 1
11 x 11 = 121
111 x 111 = 12321
1111 x 1111 = 1234321
11111 x 11111 = 123454321
111111 x 111111 = 12345654321
1111111 x 1111111 = 1234567654321
11111111 x 11111111 = 123456787654321
111111111 x 111111111=123456789 87654321
Feliz
Natal
Bom
Ano
Novo

Sábado, Dezembro 16, 2006

Caveh Zahedi - "Je est un autre"


"Para mim a questão central da arte é a mesma que a do ego. Suponho que a questão central da vida é também essa, então vou apenas falar de arte, por agora.
A visão medieval do artista é uma que sinto mais próxima do que aquela do Século das Luzes, o artista era visto como um humilde servidor de Deus, fazendo o trabalho dele com a melhor perícia.
A partir do Renascimento esta visão começou gradualmente a mudar. O artista tornou-se progressivamente mais importante e a sua fé diminuiu. O culto da personalidade substituíu os velhos cultos místicos e o artista era cada vez mais visto como mais que humano.
Este culto da personalidade pode ser apreciado na maneira como vemos heróicas figuras artísticas como Miguel Ângelo, Beethoven ou Van Gogh, nomeando apenas uns poucos.
O que nós admiramos nesses artistas é a sua individualidade, a sua forma de serem únicos.
Mas eu acredito que toda a arte é "canalizada", isto é, toda vem de Deus, qualquer que seja a definição desta palavra. Mas a moderna visão da arte é que esta é a expressão pessoal de uma singularidade individual, um "génio" que é de alguma maneira mais brilhante e talentoso que todos os outros.
A verdade é que nós somos todos manifestações do génio de Deus. O artista não é excepção, apenas está mais próximo da fonte do seu Ser. Mas actualmente o artista adquiriu o estatuto de santo e a cultura da celebridade tornou-se uma nova religião. Só que em vez de uma panóplia de santos, conhecidos pelas suas virtudes e bons trabalhos, temos estrelas de cinema e de rock como ícons religiosos. Estas pessoas são adoradas não pela sua espiritualidade ou sabedoria, mas porque nos permitem de alguma maneira projectar uma imagem grandiosa de nós próprios, nomeadamente aquela que, como eles, nós também podemos ser mais importantes e poderosos do que normalmente sentimos ser.
O problema com o ego na arte é que ele destrói a ligação com a origem, posicionando-se como se fosse ele a Fonte."
...
(Vale a pena ler o resto)

Domingo, Dezembro 10, 2006

Piano Bar - Todd White

Às Vezes o Amor


Sérgio Godinho, do álbum "Ligação Directa"

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Itédino!

De aocrdo com uma pseuqsia nmua uinevrisddae Ilgnsea, não iopmtra em que oderm etsão
as ltares dmua plarvaa. A úinca cisoa iomrpantte é que a peiirrma e a útimla lreta ejteasm no laugr ctreo. O rusletdao pdoe ser uma tatol cunãfoso e msemo aissm pedomos
ler sem porlebams. Itso é poqrue nós não lomes cdaa ltrea por si mas a pvlaara cmoo um tdoo.

Domingo, Dezembro 03, 2006

Guanyin Thousand-hand Goddess of Mercy

O Homem e a Máscara

Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Terça-feira, Novembro 28, 2006

Arraial à Portuguesa


Até a Velhinha sofre.

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Neologismo de amor

Vou contar-te um segredo!
No coração dos homens, ao lado do vazio que só Deus preenche
Há sempre um outro vazio
Onde dorme uma caixinha
Que não é para toda a gente…
É só para alguém que pela Sua graça
Entra na história da nossa vida
E a cada dia se faz presente.
A minha é de cartão, como simples é o meu viver.
Vou pô-la na tua mão e peço-te que a abras
Não queres ver?Ainda não tem nada…
Agora pega no doce e no salgado, no amanhecer e no entardecer.
Na fé, na coragem, na esperança e até na alegria de viver!
Junta-lhes música e mais música, o riso o contentamento, a alegria e a euforia…
O amor, o carinho, a paixão e o desejo ardente de um querer que acontece sem querer!
Junta-lhes também algumas lágrimas comovidas, a saudade e a meiguice…
Mistura-lhes a honra, a fidelidade, a compreensão e muitas outras palavras lindas que ainda não te disse…
Fecha tudo lá dentro e descansa!
E enquanto descansas, chocalha-a!
E enquanto descansas, regozija-te!
Porque os montes são mais verdes, os vales já não são tão fundos e os rios correm mais depressa!
E no teu descanso louva, porque é o teu descanso que vira e chocalha esta caixinha de cartão que está quase a ser baú.
Chocalha-a e pula, chocalha-a e salta, chocalha-a e sente!
Porque sempre que uma leve brisa empurra uma tempestade, é porque notas soltas de um cântico sentido operaram um milagre.
Abre-a com o teu coração, depressa!
O que vês na arca do tesouro? Não é prata, nem é ouro, não são diamantes nem rubis!
É apenas uma palavra nova, que tu fizeste, que não existe em língua alguma, ou dialecto, porque além de mim, mais ninguém a diz!
Mas essa é a única palavra que pode expressar tudo o que sinto por ti, por essa beleza que é só tua e me deixa tão feliz.

Daniela Mann em Amar-Ela

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Energias Renováveis


A sociedade dos nossos dias ainda depende em grande percentagem de recursos energéticos não renováveis como o petróleo, o carvão e o gás natural, aos quais se prevê um prazo de esgotamento se for mantido o nível de consumo actual. Por isso assistimos a um aumento da eficiência das máquinas e à substituição progressiva das energias dos combustíveis fósseis por energias renováveis.
As principais fontes que geram energias renováveis são o sol (energia solar), a matéria orgãnica de origem animal e vegetal (biomassa), os rios (energia eléctrica e mecânica), o calor que existe no interior da Terra (energia geotérmica), o movimento das marés, das correntes, a energia das ondas (energias provenientes do mar) e a força dos ventos (energia eólica).
As principais vantagens das energias renováveis são a sua grande abundância (sem ser explorada), a sua inesgotabilidade e o facto de terem poucos efeitos negativos sobre o ambiente.
A preocupação com os desequilíbrios ambientais, cujas previsões futuras apontam para resultados catastróficos, faz com que as empresas e a sociedade em geral optem cada vez mais por tecnologias disponíveis que aplicam essas novas energias, com a consciência de estarmos a contribuir para um mundo mais saudável e equilibrado.

Terça-feira, Novembro 21, 2006

A Missão de Portugal (continuação)

O velho ergeu o punho com um ar ameaçador. Os seus cabelos em desalinho e o tom agressivo da sua voz faziam lembrar a figura do Velho do Restelo. "De certeza que os sentimentos que o animam são os mesmos que verdadeiramente estavam por detrás dos descobrimentos. A sede de mais poder e mais riqueza já cegou muita gente!"
A velhota puxou da sua carteira, tirou duas moedas, e ao entregá-las ao homem do chapéu de palha disse :
"Não vejo mal nenhum em querer ter poder e riqueza. O que é importante é não perder a sua própria identidade, não se transformar naquilo que nunca poderá ser. Não ser controlado por desejos fúteis, mas sim por aqueles que mais profundamente ardem dentro do peito."
"Ora até que enfim que ouço alguém com um discurso sensato. Esta senhora ainda não destapou o frasquinho mas, apenas pela sua posse, já se nota a sabedoria nas suas palavras."
"Mas você acredita mesmo nessa coisa dos portugueses terem uma missão a cumprir no mundo?"
O homem dos frasquinhos fechou os olhos por um momento e depois olhou para o céu antes de começar a falar, como se procurasse inspiração para explicar algo que talvez não compreendesse muito bem.
"A história repete-se meu amigo. Temos portanto que estar bem atentos e preparados para saber reconhecer em cada momento o caminho a seguir. E, se naqueles tempos era necessário descobrir o exterior para completar os mapas e ligar o ocidente com o oriente, é hoje ainda necessário unir o norte com o sul e o exterior com o interior, até que todos os homens reconheçam o valor de todas as confluências, o nada que é tudo."
Uma jovem lindíssima de pele morena e olhos verdes pegou numa das peças, mirou-a enquanto a rodava entre os dedos, e de repente, quase num movimento precipitado, destapou-a, inspirou levemente pelas narinas e ofereceu aos seus colegas dizendo: "Vejam só que belo aroma. Além de bonitos estes frascos contêm um perfume delicioso."
O vendedor de orgulho olhava para eles calmamente de braços cruzados, um sorriso divertido estampava-se-lhe no rosto.
"Qual é o preço?" perguntou um jovem de cabelo encaracolado e jeans rotos. "É o que quiserem dar". "E se não quisermos dar nada?" desafiou o jovem. "Isso é convosco. O orgulho não tem preço."
O jovem açambarcou três ou quatro frasquinhos, destapou um e guardou os outros no bolso da camisa. O polícia aproximou-se dele e quis cheirar também. Deu uma gargalhada antes de inalar sôfregamente o delicioso filtro. A senhora idosa destapou também o seu frasco e verificou que, apesar de não conter qualquer espécie de líquido, exalava um odor adocicado muito agradável.
"Orgulho-me muito de todos vós." Disse o homem que vendia orgulho. "A nossa curiosidade pelo desconhecido e a nossa capacidade de sonhar são as forças que impelem todas as nossas missões."
Um dos jovens tirou uma guitarra do saco e dedilhou uma ária medieval. Alguém começou a entoar uma melodia de fado que se transformou rápidamente num coro, chamando a atenção dos curiosos que paravam para apreciar a cena.
Já não havia mais frascos em cima da manta e o homem do orgulho cantava orgulhosamente. Depois os jovens fizeram-lhe um convite: "Gostávamos que viesse almoçar connosco."
O homem dobrou a manta, olhou à sua volta e viu a velhota ainda a bater o pé na cadência da música. "Bem, vou andando." Disse ela, e abalou por cima do passeio quase com um jeito de dança. O velho seguiu-a sem dizer nada e sem olhar para ninguém.
O homem que vendia orgulho virou-se para os jovens e disse : "Então? Vamos?" E lá foram à procura de uma tasca onde certamente iriam comer uns pastéis de bacalhau e beber uns copos de vinho enquanto falavam de velhas histórias de marinheiros.
O polícia seguiu devagar pela rua abaixo a pensar em toda aquela gente enquanto assobiava baixinho o hino nacional.

Do livro de contos "Sonhos" Colectânea de Autores de Alhos Vedros, Edições CACAV 1999

Domingo, Novembro 19, 2006

A Missão de Portugal

Naquela manhã o sol ia alternando com as nuvens, aquecendo as ruas e as casas que limitam a Feira da Ladra. As pessoas circulavam e algumas paravam, observando os artigos de ocasião que se espalhavam por ali.
Um homem alto e saudável, de chapéu de palha, apregoava alto com uma voz sonora: "Vende-se orgulho! Vende-se orgulho!". Junto a si tinha uma manta estendida no chão com dezenas de frasquinhos pintados de várias cores e tonalidades. Uma pequena rolha de cortiça tapava cada um deles.
Um grupo de jovens parou junto a ele e aproximaram-se observando atentamente as pinturas expostas nos pequenos frascos. Pelos seus comentários deviam ser estudantes de pintura e mostravam-se admirados com a mistura de cores e com as técnicas utilizadas nas composições decorativas.
Uma senhora idosa aproximou-se e perguntou apontando para baixo: "Quanto custa cada frasquinho?"
"A senhora dá o que quiser, freguesa" Disse o homem.
Um polícia chegou devagar observando curiosamente a senhora que escolhia criteriosamente um dos frasquinhos. Depois de se decidir por um em tons esverdeados, a senhora levantou-o em direcção à luz do sol e, agitando-o perguntou ao homem: "Mas isto não tem nada cá dentro!?
"Desculpe minha senhora mas isso não é verdade. Este frasco está cheio do melhor orgulho que um português pode ter! E diga-me a senhora, já alguma vez sentiu orgulho de ser pertencente a este pequeno grande país?"
"Concerteza que sim, ora essa! Olhe, por exemplo quando a Rosinha ganhou aquela medalha de ouro lá no estrangeiro, até me vieram as lágrimas aos olhos. E temos ficado muitas vezes em primeiro lugar nos "Jogos Sem Fronteiras". Só fico triste é por não conseguirmos fazer novelas como as brasileiras".
Um velho que tomava atenção à conversa interveio nesse momento dizendo: "Balelas, só balelas! Essa conversa do orgulho é uma treta! Orgulho de quê? De sermos dos países mais atrasados e com menos nível de vida na Europa? Do nosso analfabetismo? Da nossa miscelânea racial? Ó amigo, e apontava para o vendedor de orgulho, o senhor safava-se melhor a vender "bufas de americanos".
Os jovens riram-se em coro e até o polícia deu uma gargalhada divertido com a conversa, enquanto o vendedor olhava muito espantado para o velhote. De repente ele baixou-se e começou a procurar qualquer coisa dentro de um saco, donde retirou um frasco maior que os outros, pintado de cores douradas e brilhantes. Exibiu o frasco frente aos outros e o seu semblante mostrava uma satisfação contagiante.
"Aqui dentro deste frasco guardaram os meus antepassados, sucessivamente, o enorme potencial que essas gerações de audaciosos marinheiros foram acumulando no regresso de cada uma das suas viagens. Era uma prática comum entre os homens do povo, aqueles que pouco mais ganhavam que o seu sentimento de liberdade, em fazerem os relatos das suas viagens, entre amigos e em frente a frasquinhos como estes, que depois de tapados eram religiosamente guardados e passavam de geração em geração como relíquias familiares. Sendo eu um descendente de uma antiga família de marinheiros, ao ter conhecimento desta herança resolvi partilhá-la com aqueles que se mostrassem interessados".
O polícia riu-se novamente e disse: " Então se esses frasquinhos são tão importantes para si, porque razão não os guarda?"
Com um ar sério o homem rebuscou novamente dentro do saco e tirou um velho pergaminho com as margens já gastas pelo tempo. Desdobrou-o e mostrou-o a toda a gente. Em letras medievais lia-se claramente: "A Missão de Portugal".

(continua)

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

"Guerreiros Espirituais"


Se já é difícil compreender a atitude de alguém que se faz explodir para ceifar algumas vidas junto com a sua (embora o acto tenha um significado muito mais profundo), é ainda mais desconcertante que alguém, descontente com as injustiças originadas pelo seu próprio país, planeie conscientemente o seu suicídio, deixando escritas notas e o seu obituário na sua página na net, e finalmente imolando-se pelo fogo em público.

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Gostar de Ti

Gostar de mim para gostar de ti
Aqui tens esta canção
O princípio e o fim estão aqui
Retratados pela minha mão

Trago no peito o desejo
Na boca levo a palavra e o canto
Nos olhos tenho um beijo
No coração levo todo o teu encanto.
As minhas mãos são carícias
Os meus braços são prisão
Meu tronco dá-te delícias
A cabeça dá-te sedução.
Meus pés caminham por aí
As pernas já sem cansaço
O espírito livre e solto
Em tudo aquilo que faço.

Gostar de ti para gostar de mim
Toma lá esta canção
O princípio e o fim estão aqui
Retratados pela minha mão.


(Dedicado à Lena)

Sábado, Novembro 11, 2006

Passion

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Boridóhm



Timm , tomm , aridáa ...
Timm , tomm , aridée ...

Duu, duu , didiridáa
Duu, duu , badaridae
Cum, cam , didarété
Dudari, dari , ummhh ...

Cam, cum , boridóhm
Dim, dum , inhovarii
Cam, cam , vinijoioy
Dutéri , téri , ummhh ...

Sábado, Novembro 04, 2006

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Um ano a "dar música"


No dia 5 de Novembro vai fazer um ano que iniciei este blog. Confesso que uma das razões que me levou a começar esta aventura foi a necessidade de mostrar os meus projectos na área da música, da poesia e de outras áreas que entretanto fui descobrindo, e não haver um apoio claro e reconhecido pelas entidades do poder aos ditos projectos (ex: Pequenos Cantores de A.V.)
A blogosfera é um espaço de liberdade cultural onde podemos aprender muito com o conhecimento e sabedoria de quem voluntariamente partilha. E é isso que está a acontecer em todo o mundo revolucionando todo um processo de aquisição de conhecimento.
Eu que sempre fui um cético, duvidando da sociedade da informação, renitente na aprendizagem da informática, estou hoje perfeitamente convencido da evolução que estas novas tecnologias provocam nos utilizadores mais exigentes.
Agradeço e saúdo todos os visitantes, todos os blogs da região, e especialmente aqueles que divulgaram este link http://sorryformusic.blogspot.com/ .

Terça-feira, Outubro 24, 2006


A técnica
Pode salvar
A falta
De Inspiração

Sábado, Outubro 21, 2006

O Ser Humano ( Tatuagem )

E- Ética, Es- Estética, P- Pensamento, Política, AI- Acção inconsciente, AC- Acção consciente
C- Conhecimento, S- Sabedoria.

Sexta-feira, Outubro 20, 2006


(...)

Uma voz de flor cantava, acercou-se. Escorriam pelas vertentes das montanhas gelos quebrados e notas translúcidas de um piano-espelho, havia uma porta e uma festa, assomou-se. Alguém de longuíssimas pestanas lhe contou que se estavam a reciclar a totalidade dos momentos e as velhas hieráticas emoções. Seguidamente, era líquido que o Arco-Íris revisitaria a sua Velha-Mãe. Por isto tudo, as pombas da Terra triunfantes perscrutavam os sons galácticos de que se compunham todas as hábeis luzes dos xilofones, dos cravos e das cítaras.
É que, de cada vez que as cordas do universo eram dedilhadas, tudo reverberava em tudo, com os inevitáveis tropeções e ajustamentos, até que a nova música da Sabedoria fosse sinceramente apreciada pelas audiências – revelando-se que afinal, cada um só tinha que ser o que realmente era, - uma boa nota musical à procura de um concerto a condizer, com bom ouvido para tudo e todos.

(...)

Eduardo Espírito Santo ( excerto de A Corrida e o Encontro de Um Dia no Cosmos)

Boas Notícias



Tal como o corpo humano o átomo tem energia.
Post dedicado ao governo pelo recuo nos aumentos da electricidade.

Pequenos Cantores de Alhos Vedros 2005



Este é o CD que mostra o trabalho desenvolvido nas escolas em 2004/2005. Dos 21 temas 4 são originais (Canção de Alhos Vedros, O Rato, São Rimas e Eu Cantarolarei).

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Do Amor

Amor e Psyche


De acordo com as teorias de Robert Sternberg, prof. de psicologia e educação na Universidade de Yale, o amor tem três componentes: intimidade, paixão e compromisso. As diferentes combinações destes componentes geram diferentes géneros de amor. Por exemplo, intimidade e paixão juntos produzem amor romântico, intimidade e compromisso juntos originam companheirismo, paixão e compromisso geram um amor fátuo. Os três juntos numa boa proporção produzem amor consumado.

Outra teoria deste autor propõe o amor como uma história, que especifica como as pessoas formam estes diferentes triângulos amorosos. De acordo com esta teoria, as pessoas são, desde a infância, expostas a várias histórias de amor. Devido a esta exposicão e de acordo com as suas personalidades, elas criam uma hierarquia de histórias preferidas. Exemplos dessas histórias seriam: o amor negociado ( o amor é como um negócio em que os dois parceiros contribuem para o seu sucesso ), o coleccionador de histórias ( ninguém consegue satisfazer completamente todos os seus desejos, então necessita de coleccionar pessoas que, combinadas, servirão para satisfazer esses desejos ), os contos de fadas ( o amor é uma história entre o príncipe e a princesa) e a história de guerra ( o amor é uma guerra ).
No ensaio ," Love is a Story " New York: Oxford University Press, Sternberg, R. J. (1998) o autor especifica duas dúzias de histórias.

Sábado, Outubro 07, 2006



Igreja de Santiago, Urra, Portalegre.

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

O Mundo na Era da Globalização

As tecnologias da informação estão a mudar o mundo - a conjunção da informática com as telecomunicações prenunciam uma nova época. A fusão das tecnologias do telefone, computador, televisão por cabo e disco vídeo trarão novas formas de comunicação entre as pessoas.
A expansão da democracia é muito influenciada pelo progresso das comunicações a nível global.

O paradoxo da democracia actual é que enquanto se está a expandir por todas as partes do mundo, nas democracias mais maduras os níveis de confiança nos políticos tem vindo a diminuir.
Mas um certo desencanto nos políticos não desencantou os processos democráticos. Hoje, as pessoas que pertencem a organizações voluntárias, ou a grupos de ajuda mútua são vinte vezes superior às que estão filiadas em partidos políticos.
A revolução das comunicações produziu cidadanias mais activas, o que exige uma maior clareza e responsabilização dos líderes políticos.É necessário democratizar a democracia.

A globalização neoliberal reproduz condições económicas e sociais que tende a aumentar as desigualdades entre ricos e pobres, quer em termos globais, quer nacionais.
O aumento das desigualdades acentua a exclusão social efectiva de grandes sectores da população mundial.
O aumento do trabalho precário nas grandes cidades e nas periferias provoca o aumento do número de pessoas que vive no limiar da miséria. Em Bogotá isso verifica-se, por exemplo, no crescente número de pessoas que sobrevive rebuscando contentores e lixeiras à procura de materiais recicláveis para venda.

Os países ocidentais exigiram a liberalização mundial do comércio para os produtos que exportavam, mas ao mesmo tempo continuaram a proteger os sectores em que a concorrência dos países em desenvolvimento podia ameaçar as suas economias.Os EUA e o FMI insistiram sempre em acelerar este tipo de liberalização do comércio, fazendo mesmo depender os seus apoios ao desenvolvimento da aceitação dessa perspectiva.

Nos próximos anos, novas e mais sofisticadas tecnologias na área da informática aproximarão cada vez mais as sociedades mundiais de um "mundo sem trabalhadores". Redefinir a falta de trabalho deverá ser a questão social mais premente deste século.Enquanto para alguns um mundo sem trabalho se traduzirá, sobretudo, em liberdade e tempo livre, para outros evoca a ideia de um futuro sombrio com desemprego e pobreza generalizada.Novas instituições estão a ser criadas pelas pessoas para suprir necessidades que não estão a ser atendidas pelo mercado, ou pelo sector público. E isto se verifica por todo o mundo.

"No Séc. XVIII, a máquina a vapor, provocando a revolução industrial, mudou a face do mundo (...). No entanto, essa máquina apenas substituia o músculo. Com a vocação de substituir o cérebro, o computador está a provocar, sob os nossos olhos, mutações ainda mais formidáveis e inéditas." (Ramonet, Ignacio, 2002, p.91)

Bibliografia.

LYON, David - A Sociedade da Informação. Oeiras: Celta Editora, 1992..
GIDDENS, Anthony - O Mundo na Era da Globalização. Lisboa: Ed. Presença, 2000..
RODRIGUEZ, César - O Caso das Cooperativas de Recicladores de Lixo na Colômbia,in, SANTOS, Boaventura Sousa - Produzir para Viver. Porto: Ed. Afrontamento, 2002..
STIGLITZ, Joseph - Golobalização: A Grande Desilusão. Lisboa: Terramar, 2002..
RIFKIN, Jeremy - O Fim dos Empregos. São Paulo: Ed. Milton Mira de Assumpção Filho, 1995..
RAMONET, Ignacio - A Guerra dos Mundos. Porto: Campo das Letras, 2002.

Luis Rodrigues dos Santos

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Flowers Of Winter - Sound Of Rocks

Domingo, Outubro 01, 2006

Tudo por Amor - Grupo Musical Apollo Se7e

Domingo, Setembro 24, 2006


Um neurónio estabelecendo ligação com nanofios de um microchip em silicone (foto NewScientist).

Cientistas americanos provaram que é possível ligar redes de neurónios a microchips. Para além de permitir um avanço nos estudos do cérebro e dos processos do pensamento, é mais um passo para a criação de computadores biológicos com inteligência artificial.
Ao converter certas gamas de pensamento em impulsos eléctricos pode-se, segundo os neurocientistas, ajudar pessoas com paralisia a fazer mais movimentos assim como controlar um computador ou um robot através do pensamento.

Quinta-feira, Setembro 21, 2006

Amanhecer na Arrábida


Segunda-feira, Setembro 18, 2006

Benefícios das Flores

O polen e o mel serão talvez os derivados das flores mais frequentemente utilizados pela sua riqueza energética e seu sabor. Os florais, essência obtida das flores, são cada vez mais utilizados como agentes de cura. Chás ou infusões apresentam propriedades terapêuticas e cosméticas. Recentemente as flores passaram a fazer parte de algumas ementas aparecendo também na gastronomia.
Através da contemplação das flores, da inalação consciente do seu perfume, da relação estreita com o ser de cada planta e através do cultivo de belos jardins o ser humano integra em si a natureza de forma consciente.





Flores do meu quintal.

Capela do Rosarinho em dia cinzento.

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Are you ready ?



Os Blasted Mechanism em concerto na Festa da Moita.


Ready or not you can't hide

Quarta-feira, Setembro 06, 2006

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Um Novo Renascimento


Trans-Humanismo: " O homo-tecnológico é a medida de todas as coisas"

O Transhumanismo é um movimento que se baseia no facto de que se podem utilizar as inovações tecnológicas (Inteligência Artificial, Engenharia Genética, Informática, Nanotecnologias, Implantes Neuronais, Robótica, Colonização Espacial,etc) para melhorar os seres humanos (como indivíduos, como sociedade e como espécie), e éticamente pensar que fazê-lo é bom.
Que se pode, brevemente, parece não haver dúvidas; o debate reside em se se deve, havendo vozes discordantes .

"Estas ideias são muito assustadoras para muitas pessoas. Desigualdades sociais levam à ideia de que os ricos vão passar a ser ainda mais inteligentes e evoluídos, aumentando ainda mais essas injustiças sociais. A Igreja afirma que vai contra Deus, ambientalistas são contra um ainda maior controle do Homem sobre a Natureza, comissões de ética são contra, etc. Realmente existem muitas pessoas contra o transhumanismo. Mas como Bertrand Russell afirmou: "Se 50 milhões de pessoas disserem uma coisa idiota, continua a ser uma coisa idiota." É claro que existem alguns perigos inerentes a estas — e outras — tecnologias, mas não será melhor desenvolver e estudá-las do que fugir, ignorar e fechar os olhos ?"

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Domingo, Agosto 20, 2006

Fractal Flames




Sábado, Agosto 19, 2006

Genial

Quarta-feira, Agosto 09, 2006

Música em patins



O início da Sinfonia nº 40 de Mozart tocado de forma bastante original.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Sábado, Agosto 05, 2006

Onde está a poesia?

Não há poesia na bomba que explode
Na bomba que extermina
Na bomba que destrói e arrasa
Na bomba que indiscriminadamente aniquila.

Não há poesia na bomba.

Não há poesia na bala
Na bala que trespassa o corpo
No corpo que recebe a bala
No corpo que se contorce em dor.

Não há poesia na bala.

Não há poesia na morte
Na morte que trucida os corpos
Na morte que os violenta
Na morte que os viola.

Não há poesia na morte.

Não me falem de guerras de libertação
De guerras de democratização.
Uns olhos de um homem morto
São uns olhos mortos.

Quem defende a guerra que me apresente
Um morto livre
Um morto democrata
Um morto com causas
Um morto com religião.

Não há poesia na guerra
Há morte, crueldade, caos, selvajaria
Extermínio, sangue, vazio e destruição…

E o silêncio
A ausência
A negação da palavra.

Por Encandescente em Erotismo na Cidade


Sexta-feira, Agosto 04, 2006

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Imagine

"Imaginação é o começo da criação; nós imaginamos o que desejamos, somos o que imaginamos, e criamos o que somos."
"Aquele que pensa pequeno, sofre de falta de imaginação". (Shakespeare)

"Imagine todo o povo vivendo em paz... você irá dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único. Espero que você um dia se junte a nós e o mundo será um só..." (John Lennon).

Sexta-feira, Julho 28, 2006

Quarta-feira, Julho 26, 2006

Provérbio



"Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier". (Provérbio chinês)
Picasso - Guernica

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Sábado, Julho 22, 2006

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Os Filósofos Gregos e a Música das Esferas

Pitágoras (c. 572- c. 497 a. C.) distinguia entre três tipos de música, que se mantiveram durante toda a Idade Média. Eram a musica instrumentalis, a música produzida por instrumentos musicais (a música cantada fazia parte desta classe, sendo as cordas vocais consideradas um instrumento musical); a musica humana, a música inaudível produzida por cada ser humano, indicativa da ressonância entre corpo e alma, e ainda a musica mundana, a música produzida pelo cosmos, mais tarde conhecida por música das esferas.

Atribui-se a Pitágoras a descoberta da base aritmética dos intervalos musicais, ou seja, a relação entre a frequência das vibrações e a altura dos sons.Nenhum músico teve tanta importância no período clássico quanto Pitágoras. Conforme conta a lenda, Pitágoras foi guiado pelos deuses na descoberta das razões matemáticas por trás dos sons depois de observar o comprimento dos martelos dos ferreiros. A ele é creditado a descoberta do intervalo de uma oitava como sendo referente a uma relação de frequência de 2:1, uma quinta em 3:2, uma quarta em 4:3, e um tom em 9:8. Os seguidores de Pitágoras aplicaram estas razões ao comprimento de fios de corda em um instrumento chamado cânon, ou monocorda, e, portanto, foram capazes de determinar matematicamente a entonação de todo um sistema musical.
Os pitagóricos viam estas razões como governando todo o Cosmos assim como o som, e Platão descreve em sua obra, Timeu, a alma do mundo como estando estruturada de acordo com estas mesmas razões. Para os pitagóricos, assim como para Platão, a música tornou-se uma extensão natural da matemática, bem como uma arte. A matemática e as descobertas musicais de Pitágoras tiveram, desta forma, uma crucial influência no desenvolvimento da música através da idade média na Europa.
Aplicando esse conhecimento ao movimento dos astros e relacionando as distâncias entre as esferas celestes com os intervalos musicais, os gregos atribuíam notas musicais aos astros, tentando identificar a melodia associada à música mundana.

Para explicar porque razão não conseguimos ouvir a música mundana, Aristóteles argumentava dizendo que a ouvimos desde o momento do nascimento, nunca deixando de a ouvir, e que por esta razão não temos a capacidade de distinguir este som do seu oposto, o silêncio.

"Que som é este, tão prodigioso e doce, que me enche os ouvidos? É o som que, ligado a espaços desiguais mas racionalmente divididos numa proporção específica, é produzido pela vibração e pelo movimento das próprias esferas, e, combinando notas agudas e graves, gera diversas harmonias; com efeito, movimentos tão prodigiosos não podem ser impulsionados no silêncio. Assim, a órbita mais alta do céu, que contém a esfera estrelada, cuja rotação é mais rápida, move-se com um som agudo e agitado, enquanto a da Lua e a dos corpos inferiores se move com um som mais grave. Porque a Terra, a nona das esferas, estática, permanece fixa num lugar, no centro do universo."

Cícero (Séc. I a.C.) [3]


Quinta-feira, Julho 20, 2006

Sobreaquecimento


Terça-feira, Julho 18, 2006

Domingo, Julho 16, 2006


Foto tirada com microscópio electrónico.
Podemos ver como se organiza em vários sectores a informação contida no disco.

Até quando?


Vivemos num mundo cada vez mais diversificado e em mudança, tanto pela mistura de culturas como pelo avanço crescente de novas tecnologias. A quantidade e mobilidade constante dos fluxos de informaçáo permite uma leitura "na hora" dos acontecimentos, podendo ser aproveitados pelos que conhecem, dominam e divulgam, para influenciar as mentalidades e ganhar apoios que doutra forma não teriam.
As culturas dominantes (anglo-americana e sino-asiática) representadas nos G8 pelos países mais ricos continuam uma política de agressão aos países mais pobres, alargando a distância na capacidade de acumular riqueza e forçando-os a compromissos que ajudam a eternizar o poder dos mais poderosos.
A ONU já há muito tempo que perdeu a sua autoridade sendo, naquilo que é importante, ultrapassada pelos interesses de alguns países.A globalização encaminha-se para um cenário em que meia dúzia de países dominam e subjugam todos os outros prometendo uma estabilidade "podre" ou obrigando, através da corrupção, de guerras e sanções, às mudanças requeridas.
Até quando estará adiado um mundo mais justo, em paz e fraternidade?

Sábado, Julho 15, 2006

PAZ





Quarta-feira, Julho 12, 2006

A minha Pátria é a minha Língua

No Portal da CPLP podemo-nos informar sobre as acções desenvolvidas por esta organização que completa este mês 10 anos de actividade.

Sexta-feira, Julho 07, 2006

Mandalas

Quarta-feira, Julho 05, 2006

Charles Lloyd Quartet at Jazz Workshop


O Fogo e a Água


Beijando-se fugazmente até se transformarem em etéreo gaz ou compacta matéria.

Domingo, Julho 02, 2006

Uma foto por dia

Sábado, Julho 01, 2006

Vamos a eles !!!

Quinta-feira, Junho 29, 2006

O Degelo dos Glaciares ( 1940 - 2005 )

Natureza

Avaliações

Vale a pena ler este post sobre as polémicas na Educação editado neste blog.

Terça-feira, Junho 27, 2006

Sonny Rollins Trio "Weaver of Dreams" - 1959

Segunda-feira, Junho 26, 2006

Domingo, Junho 25, 2006

Ambiente, que futuro?

Grafiti Paris 1968
Portugal é segundo maior poluidor europeu mas, mesmo assim, ainda há quem defenda que se deve aumentar a quota de emissões de CO2.
Quando não se puder respirar, haverá máscaras especiais para quem as puder pagar.

Quinta-feira, Junho 22, 2006

"My Foolish Heart" 1964 - Bill Evans Trio



Bill Evans - Piano, Chuck Israels - Bass, Larry Bunker - Drums

Stop Racism


Neste maravilhoso jogo, o preto e o branco sempre estiveram juntos.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

Um Cheirinho de Jazz

Só comecei a gostar de jazz perto dos trinta. Até aí, achava aquela música muito estranha e diferente das outras que conhecia e me tinham formado na infância e adolescência.
Ao princípio dos temas compreendia a música mas quando começava a improvisação perdia-me, o que me causava uma sensação de desconforto.
No entanto, o virtuosismo e o conhecimento musical que este estilo musical exige, sempre fizeram com que não desistisse de tentar até conseguir compreender o que se passa enquanto a música decorre.
Hoje, o Jazz é para mim a grande música do séc. XX, que nasceu com a emancipação dos escravos africanos de mistura com uma cultura musical europeia mais desenvolvida, e que tem influenciado ao longo de décadas músicos de todas as partes do mundo.
À escassez de divulgação deste tipo de música responde "Um Cheirinho de Jazz" com a edição de vários vídeos históricos de grandes nomes do Jazz.
Fiquem com três temas do Nat King Cole Trio em 1948.

Segunda-feira, Junho 19, 2006

Sexta-feira, Junho 16, 2006

"Summer walk" de James Coleman

Quinta-feira, Junho 15, 2006

O Banjo

Quarta-feira, Junho 14, 2006

Art Pad

O meu amigo Omar também se aventurou na pintura.

Omar tem uma tez morena e um olhar inocente cor de amêndoas e veste de branco para se proteger do sol que lhe doura a pele.
Adora ouvir a música do entardecer no vento a acariciar as dunas e o silêncio das estrelas a brilhar na noite clara.
Com uma pequena vara desenha e compõe, na areia que o vento leva, quadros-poemas-canções por inventar que contam das coisas boas da vida.


Interessante, este site do canadiano Rob Gonsalves

Terça-feira, Junho 13, 2006

Bailado em Jeito de Prece


Nesta artística e equilibrada pose
peço-te Mãe Natureza
que nos deixes continuar a viver
a purificar o ar
oferecendo frescas sombras.
Longe de nós o Deserto
a sede que nos seca.
Que o vento seja amigo
que o Sol brilhe quanto baste
que a frescura das geadas nos acorde de manhã
e que a chuva nos refresque as raízes.
Em memória da Árvore do Ténéré, considerada a árvore mais isolada do mundo, sózinha num raio de 400 km, derrubada em 1973 por um condutor bêbado.

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Astro Rei




Fotos sacadas aqui

Domingo, Junho 11, 2006

Tranquilidade

Sexta-feira, Junho 09, 2006

Sons



Mãos de luz suave, dedos e mente, no marfim toque da cor.

O som carícia da harmonia quente destravando o coração.

Refúgio de lutas, serás caminho para me guiar na arte.

Cuidar do Ser


“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”

As estratégias e as técnicas dos donos do mundo para a manipulação da opinião pública e da sociedade.

Televisão: Da informação à desinformação

Podemos e devemos acompanhar os Média e a Política com outros olhos.

Quinta-feira, Junho 08, 2006

Saber a Verdade

"Há uma conspiração mundial, levada a cabo por indivíduos extremamente poderosos, que nos seus níveis mais elevados são relacionados por consanguinidade, que inclui membros de topo da alta finança mundial, política e mundo empresarial, bem como das antigas famílias reais europeias ( a chamada nobreza negra), especialmente a inglesa, cujo objectivo é instalar um governo e uma Nova Ordem Mundial. Esta elite aprendeu ao longo de séculos a arte de manipulação de massas, que agora usa a seu bel-prazer."

Este blog de Merovech merece hoje o meu destaque pelos ótimos posts que apresenta.

Quarta-feira, Junho 07, 2006


tanto azul sem fim
esquecido
no lume da alma
tanta luz perdida
e achada
no fundo do ser
como um farol que grita
no silêncio escuro
o perto na distância
da ânsia de chegar
quando a memória flui
em ilhas de contemplação
vem a saudade do amor
em ondas que não acabam

Terça-feira, Junho 06, 2006

Derivações

"Pendurado no seu ramo, como o Gato da Alice, ele limitava-se a cofiar os bigodes e a sorrir; às vezes,
desaparecia mesmo tudo, excepto o Sorriso, que ficava a pairar, acima de todos os cenários: havia mais Gioconda e mais Enigmas em cada um dos seus "emoticons" do que em todos os quilos de escutas clandestinas feitas em Portugal."

Belo texto do comentador Arrebenta do blog Braganzzzza Mothers, sobre justiça em Portugal.

Quarta-feira, Maio 31, 2006

"Fortepian"

Quadro de Jacek Yerka

Sexta-feira, Maio 26, 2006

Quinta-feira, Maio 18, 2006

História Alternativa

O best-seller de Dan Brown, O Código Da Vinci , tornou-se um fenómeno global ao apresentar uma história alucinante com ligações a um mundo misterioso e secreto, de poderes e significados ocultos.
Este livro de Simon Cox trouxe-me uma melhor compreensão dos factos ficcionados porque responde de uma forma histórica às interrogações que suscita o romance:
  • Existe realmente o Priorado de Sião?
  • Qual a verdadeira relação de Jesus com Maria Madalena?
  • O que é o Santo Graal?
  • O que é a Proporção Dourada?
  • Qual é o papel dos Templários em tudo isto?

Num momento em que alguns levantam a voz contra o filme já em exibição, outros afirmam novos valores, mas ambos sabem da necessidade de colocar as suas peças de maneira que a informação vá caindo aos pingos sem abalar os poderes existentes.

Terça-feira, Maio 16, 2006

A Rapariga e a Pomba

A pomba pousou sôfrega e suave, atraída pelo som cristalino da água. Estava fraca e cansada como se tivesse chegado de uma grande viagem. Ficou parada em frente à rapariga que lavava as mãos, olhando para o líquido irresistível. A moça encheu as mãos em concha e aproximou-se lentamente. Receosa, a pomba estremeceu mas lançou o bico nas mãos dela, bebendo com sofreguidão; e logo se afastou voando na noite escura, enquanto a rapariga sorrindo ouvia a música da água sobre a calçada.

Sexta-feira, Maio 12, 2006

NaturArte



Terça-feira, Maio 09, 2006

Caixinha de música

Era um mundo preso, encaixotado
Os dias contavam-se pelo rodar dum mecanismo
Cada um cumpria rigorosamente o papel que lhe calhara
A música era eternamente a mesma
Um gigante abstracto passava regularmente para garantir o movimento
Olhava os bonecos presos à engrenagem e ria-se de prazer.

( tirado daqui )

Sábado, Maio 06, 2006

Um Jazz Ibérico

Tete Montolio & Orquestra Taller de Músics de Barcelona


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Rimas - Comp. Zé Eduardo Arr. Zé Eduardo e Tete Montolio
(agradecimento aos visitantes de Barcelona)

Segunda-feira, Maio 01, 2006

Desenhar com areia


Photobucket - Video and Image Hosting
Clique para ver

Fofuras



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Sábado, Abril 29, 2006

SAWABONA - Sobre estar sozinho

Não é apenas o avanço tecnológico que marca o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

PS: Caso tenha ficado curioso em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM."
Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA, que é "ENTÃO, EU EXISTO PRA VOCÊ."

Flávio Gikovate, Médico Psicoterapeuta

Sexta-feira, Abril 28, 2006

Representação PsicoFísica


Desenho de Gustavo Maia

Terça-feira, Abril 25, 2006


O nosso amigo Luís Carlos já há muitos anos nos vem oferecendo os livrinhos que edita, onde, através da poesia e da prosa, procura exprimir os seus pensamentos e experiências de vida em comum.
Amante da Lusofonia, do ambiente, da introspecção e da liberdade, ele tem abordado estes e outros temas numa linguagem simples e esclarecedora.
Na sequência da sua colaboração com o jornal "O Rio", e aproveitando as novas tecnologias, editou recentemente o CD "Nós e o Rio" que ele considera uma forma de agir local com pensamento global. Aconselha-se.

Segunda-feira, Abril 24, 2006

"Somos Livres"

Pequenos Cantores de Alhos Vedros 2004
(Alunos do 4º ano da Escola Básica nº1 de A.V.)


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Quarta-feira, Abril 19, 2006

Freedom




A liberdade deve ser conquistada.

Domingo, Abril 16, 2006

Mais Frases Soltas

Nada é impossível para o homem que não tem que o fazer.

Muda os teus pensamentos e mudarás o teu mundo.

Confia em ti próprio e saberás como viver.

Erros são portais das descobertas.

Ao fim e ao cabo só há uma raça: somos humanos.

A melhor recompensa por uma coisa bem feita é tê-la feito.

Respeito a fé, mas é através da dúvida que se avança.

Sábado, Abril 15, 2006

Mundos em miniatura



Desde que em 1933 foi inventado o microscópio electrónico, que funciona abaixo do comprimento de onda da luz (380 nanometros), os cientistas começaram a poder observar com minúcia aquilo que compõe a matéria.
Daí para cá os cientistas desenvolveram toda uma gama de métodos para obter imagens dessas pequenas estruturas (cristalografia em RaioX, espectroscopia de ressonância magnética nuclear e microscopia da força atómica).
A Física Quântica dividiu o átomo e revelou que tudo é energia condensada e os testes com aceleradores de partículas fizeram com que o cientista passasse a ser uma das variáveis da experiência.
A crescente onda de miniaturização originou as nanotecnologias e a criação de sistemas microelectromecânicos, com aplicações já existentes na segurança, na medicina, em robótica, etc. Os engenheiros do nano-mundo estão a conceber pequeníssimos instrumentos tridimensionais, copiando e respeitando as leis daquele mundo natural, que podem ser utilizados para beneficiar os sistemas onde são introduzidos.
As novas tecnologias moleculares estão a revolucionar a medicina e a inventar novos materiais com aplicações importantes nas nossas vidas (alimentação e texteis).
Juntamente com a promessa de progresso, as novas tecnologias terão poderes destrutivos.O desafio está em irmos acompanhando estes desenvolvimentos, assegurando que eles sejam utilizados da maneira mais construtiva.

Quinta-feira, Abril 13, 2006

The Beatles - Os Mestres Europeus


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Uma experiência

Espero que dê certo!


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A Graça da Garça


Se eu tivesse comigo uma máquina fotográfica digital podia apresentar aqui uma imagem muito bonita, que eu fixei e agora vou tentar descrever.
Era um bando de 37 flamingos, mancha rosada e branca que se destacava na lama negra. A 100 metros da margem, onde eu brinquei e cresci, labutavam pela vida de bicos enfiados na lama, na procura do sustento que lhes proporciona a maré baixa.
Ao fundo, por cima do Bico dos Antónios, o Rosarinho resplandecia sob um arco íris lindíssimo que o tempo alternava fazendo aparecer e desaparecer. Os raios do sol passavam por entre as nuvens escuras e iluminavam claramente a zona de Sarilhos e Montijo.
Para completar este quadro, e seria nesse momento a imagem a guardar, uma garça aproximou-se voando cheia de graça e veio pousar em frente a mim, entre a margem e o bando de flamingos.

Terça-feira, Abril 11, 2006

Escher - A magia da perspectiva


Waterfall

Sábado, Abril 08, 2006

Luzes e Vozes

As vozes na minha cabeça estão constantemente a gozar com a minha multi personalidade, mas eu não lhes ligo e eu também não.

Iluminado, às 16:15 :: Iluminações (8)


http://www.blog.iluminado.org/

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Tem Dó


Para brincar aqui um pouco com o jazz vá carregando nos vários instrumentos.

Foto de Chema Madoz




Terça-feira, Abril 04, 2006

Free Jazz - The Hated Music

O experimentalismo moderno exige que se procurem sonoridades nunca reveladas. A liberdade tem que ser total, saindo dos cânones estabelecidos, o que faz com que o ouvinte deixe de ter apoios na forma, repetição, simetria, etc, o que dificulta a compreensão.
Assim, ou se ama ou se odeia esta música, raramente havendo indiferença.
Na foto de Stephanie Pollnac vemos o Duo Paul Flaherty-Chris Corsano.
Para os interessados, deixo tambem alguns excertos da sua música.
http://www.yod.com/hatedmusic.html

The Blue Dabs Of Varicose Veins
mp3 clip: Live at Tonic
Hat City Fire Truck
Tom Wilson's Dream
Rut One

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Big Band

A Viagem dos Sons

"As viagens protagonizadas pelos portugueses que a partir do século XV se aventuram na procura de outros mares e de outras terras, definem-se também pelos processos de permuta onde a música, nem sempre da forma mais transparente, ocupou um espaço privilegiado. É neste quadro que se desenvolve o conceito central desta colecção, procurando ilustrar sonoridades que resultam do transplante de estruturas e de expressões associadas à música, para as quais o papel dos portugueses, durante o período designado por “Descobrimentos”, foi decisivo.
Mas, mais emocionante do que procurar vestígios da música portuguesa nas músicas do planeta pretende-se acima de tudo rever de que forma os contextos e as pessoas que adoptaram as músicas levadas pelos portugueses, ou através deles, devolvem à história novas sonoridades expressivas, que entretanto adquiriram autonomia e vitalidade, gerando outros universos sonoros. É aqui que a viagem dos sons conhece o seu maior encanto e significado".

http://www.at-tambur.com/OutrosSons/Portugal/tradisom.htm

Domingo, Abril 02, 2006

A Festa do Jazz

Ainda a decorrer, esta iniciativa apresenta-nos variadas opções em quatro espaços diferentes. Dos jovens promissores de todas as escolas do país a nomes bem conhecidos, os músicos de jazz têm aqui um ponto de encontro nesta festa da música. Neste blog podemos ver todos os promenores.

Sábado, Abril 01, 2006

Ilusões



às vezes, o liso tambem é profundo...

Sexta-feira, Março 31, 2006

Como num Sonho

Quinta-feira, Março 30, 2006

Saúde !

Alhos Vedros - Povoado Ribeirinho



Esta imagem, mostra à direita o Moinho de maré e o velho Palácio do Cais onde o rei D. João I ordenou a conquista de Ceuta, que iniciaria a expansão de Portugal.
Situada a poucas horas de barco de Lisboa, Alhos Vedros era o caminho mais utilizado para chegar ao Castelo de Palmela.
O transporte de mercadorias ( sal, cortiça, legumes,farinhas, etc.), era feito através das fragatas, barcos típicos já desaparecidos quase todos adquiridos e recuperados por Holandeses.
Nesta foto de JJCN retirada do blog Alhos Vedros e Moita vê-se em primeiro plano o Parque das Salinas, velhos armazéns de cortiça e ao fundo o aeródromo do Montijo e Lisboa.

Terça-feira, Março 28, 2006

O Equilíbrio

Segunda-feira, Março 27, 2006

A Música dos Vegetais - The First Vienna Vegetable Orchestra



Vale a pena ler a divertida entrevista em
http://www.at-tambur.com/Noticias/20061t/amusicadosVegetais.htm

Fotos de Anna Stoecher

Domingo, Março 26, 2006

Polémica no Google Earth

O Semanário noticia que há países a pedir para censurar as imagens do Google Earth, por razões de segurança.

http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=2583

Alma Sessions - Bruno E.



"Alma Sessions" é o CD do produtor musical Bruno E. O CD explora a nova escola da Soul Music mundial conhecida como Nu Soul e a suas fusões com o jazz. Esta escola surgiu no final da década de 90 em lugares como a Filadélfia (EUA) e Londres.
A Nu Soul caracteriza-se por ser a manifestação mais sofisticada da black music contemporânea não utilizando os clichês pouco sofisticados do Rhythm and Blues norte-americano. Os maiores ícones desta cena hoje são Erykah Badu, Jill Scott, Julie Dexter. O cd tem participações de Patricia Marx, Tom Zé, César Camargo Mariano, Silvera e dos estrangeiros Xantoné Blacq (Nigéria) e Sarah Anne Webb (Inglaterra, ex-vocalista do grupo de acid jazz D-Influence).

http://www.trama.com.br/brunoe/almasessions/

Quinta-feira, Março 23, 2006

Flores de Vidro


Nice Photos em http://www.flickr.com/


Vasarely - Art for All


http://www.vasarely.org/ (Belo site este)

Quarta-feira, Março 22, 2006

Museu da Língua na Estação da Luz


Estão de parabéns as cerca de 200 milhões de pessoas que usam o português como lingua mãe, pela inauguração do Museu da Língua Portuguesa na antiga Estação da Luz em S. Paulo, Brasil.
É mais um sinal do reconhecimento da cultura lusófona, que há 500 anos deu os primeiros passos para o mundo global que hoje conhecemos.

http://www.estacaodaluz.org.br/

Terça-feira, Março 21, 2006

Momentos Desinspirados


Podia ser o autor deste blog num daqueles momentos...

Segunda-feira, Março 20, 2006

Assim vou-me embora!!

Sábado, Março 18, 2006

A U M - OM
















"O OM é o símbolo universal do Yoga e do Hinduismo, para todo o mundo, todas as escolas e todas as épocas. Traçado é um Yantra; pronunciado é um Mantra."
(Prontuário de Yoga Antigo (Svásthya Yoga) Prof. De Rose)

Terça-feira, Março 14, 2006

Novo Buhhda no Nepal ?



Depois de dez meses seguidos de meditação, o que chamou a atenção dos media e o afluxo de milhares de peregrinos a Ratanapuri, Bara, Nepal, Ram Bomjon, jovem monge Budista, desapareceu no dia 11 de Março de 2006. Não é claro que se tenha ausentado voluntariamente ou que tenha sido raptado, apesar da presença de doze pessoas que cuidavam da segurança no local durante a noite.
Além das especulações existentes não se sabe de nada ao certo e as autoridades nepalesas investigam este caso.

( http://en.wikipedia.org/wiki/Ram_Bomjon)

Sábado, Março 11, 2006

Segunda-feira, Março 06, 2006

Domingo, Março 05, 2006

Medito, logo Existo. Penso (muito), logo desisto.

Sábado, Março 04, 2006

Da Estética à Ética

Ao permitir o uso da escrita, da imagem e do som, a comunicação através dos computadores torna-se uma ferramenta poderosa. É possível fazer passar mensagens, que correm o mundo rápidamente, algumas portadoras de grandes potenciais éticos, políticos e estéticos.
Nem sempre a linguagem é directa, e os caminhos perdem-se em curvas sinuosas, mas quando a estética é deliciosa sempre damos um pouco mais de atenção e descobrimos um mundo de significados, que, no fim, tem mais a ver com quem recebe a informação do que com quem a produziu.
Desde sempre que a cultura e as artes contiveram em si a solução para os paradoxos éticos. O criador assume-se com toda a sua harmonia nas grandes obras. O acto criativo obriga o homem a transcender-se.

BlogingStars





Quinta-feira, Março 02, 2006

"Aquilo que é, é mais do que aquilo que parece"

Viva a Dança!


Grupo Musical Apollo Se7e, na Velhinha, no Carnaval de 2004.



Foto de Carlos Batista

Sábado, Fevereiro 25, 2006

Frases soltas

É mais difícil conciliar a ignorância do que adquirir conhecimento.

As coisas boas, quando poucas, sabem a dobrar.

Um livro é um espelho.

Estou derrotado, e sei-o, se encontrar qualquer ser humano com o qual me descubra incapaz de aprender qualquer coisa.

Se sofreste injustiças, consola-te, porque a verdadeira infelicidade consiste em cometê-las.

Muitas vezes, um homem é salvo de ser ladrão porque encontra tudo fechado.

Cognitários, em vez de Proletários ?

Tomei contacto com as ideias de Alvin Toffler quando, no início dos anos 80, li o livro "A terceira vaga". Baseado no conceito de "ondas", o autor descreve 3 tipos de sociedades em que cada onda vai afastando e tornando obsoleta a anterior.
A primeira inicia-se depois da revolução agrária, a segunda com a revolução industrial e a terceira está a acontecer gradualmente de forma desigual nos vários países do mundo com a evolução das ciências e das tecnologias.
Esta sociedade pós-industrial exige adaptação rápida a mudanças e à diversidade. As tecnologias de informação criam pontes entre consumidores e produtores e a informação, em si, torna-se na principal fonte de trabalho, criando Toffler para isso o conceito "cognitários".

Agora que esta vaga está a crescer em Portugal, espero que as empresas adiram às inovaçães tecnológicas e aproveitem o conhecimento e informação das pessoas (cognitários) que dominam estas técnicas.

http://en.wikipedia.org/wiki/Alvin_Toffler

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006

Domingo, Fevereiro 19, 2006

Outros Discursos

... "Frequentemente, os falhanços da democracia emergem da pura incompetência. É pedido às populações que votem em temas complexos. Candidatos escondem os seus pontos de vista e distorcem as posições dos seus oponentes. Jornalistas transmitem retóricas superficiais e realidades deturpadas. Pessoas são designadas para cargos que não conseguem exercer -- mas raramente são responsabilizadas.
A corrupção para alguns torna-se numa forma de vida. Entretanto, os media transmitem às audiências o que elas querem saber e não o que deviam saber. E o que demasiadas pessoas hoje querem não é informação -- mas sim entretenimento"...

..."Um importante objectivo da educação de qualidade é dotar cada geração de meios para participar de forma efectiva, naquilo que tem sido denominado de “a grande conversa” dos nossos tempos. Isto significa, por um lado, não ter medo da controvérsia. Mas significa também ser sensível aos valores e pontos de vista dos outros"...

..."estou a sugerir que a liberdade de expressão é um valor incompleto, a não ser que seja usado de forma honrada, e que as obrigações de cidadania, em qualquer sociedade, devem incluir um compromisso com uma expressão informada e responsável.
Se conseguirmos assumir um compromisso com esse objectivo, então a actual crise pode tornar-se numa oportunidade educativa -- uma ocasião para promover a consciencialização e o alargamento de perspectivas.
..."Ignorância, arrogância, insensibilidade -- estas atitudes estão bem cotadas entre os grandes inimigos públicos dos nossos tempos. E o empreendimento educativo, no seu melhor, pode ser um antídoto eficaz para todos eles"...

..."Aquilo para que chamo a atenção, em suma, é para uma sensibilidade ética que pode ser partilhada pelas diferentes linhas religiosas ou crenças, e que pode alimentar uma perspectiva moral universal.
Em conclusão, então, peço-vos que reflictam sobre estes três requisitos: uma nova ênfase nas instituições civis, um maior rigor na excelência educativa, e um renovado compromisso com padrões éticos. Pois todas estas são formas através das quais podemos encorajar um clima de pluralismo positivo no nosso mundo -- e assim ir ao encontro da actual crise da democracia"...

Aga khan

www.akdn.org/speeches/2006Feb12a3.htm

Sábado, Fevereiro 18, 2006

António Aleixo (18.02.1899 - 16.11.1949)

Figura ímpar da cultura popular portuguesa do inìcio do séc. XX, guardador de cabras, cantor popular de feira em feira, soldado, polícia, tecelão, servente de pedreiro em França, “poeta cauteleiro”. A sua vida não lhe permitiu aprendizagem escolar mas, mesmo assim, deixou uma obra literária: «Este livro que vos deixo», «O Auto do Curandeiro», «O Auto da Vida e da Morte», «O Auto do Ti Jaquim», incompleto, e «Inéditos». Algumas das suas quadras fazem parte daquilo que se pode chamar sabedoria popular e passam de geração em geração através da tradição oral.

Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que às vezes fico pensando
que a burrice é uma ciência!

Nas quadras que a gente vê,
quase sempre o mais bonito
está guardado p'ra quem lê
o que lá não 'stá escrito.

Descreio dos que me apontem
uma sociedade sã:
isto é hoje o que foi ontem
e o que há-de ser amanhã.

Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.

Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são.

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.

Dancing in the Street

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Confusão

Particolor

O Ser e o Não Ser

NA subida bem sabida
PROCURA a alma a saída
DO cativeiro em que está.

VERDADEIRO ou sonhado,
SER, é ter realizado,
ESTÁ tudo certo afinal,

O que será difícil aceitar
NÃO for o ser a ditar:
SER(vindo) outros seres.

Sábado, Fevereiro 11, 2006

Com Vento

Com vento se fez ao mar o barco
Sem saberem o que além iriam encontrar
Querendo vencer aquela linha monótona
Que no horizonte os queria limitar.

Sem vento remaram pela corrente
Às vezes contra a maré mas sempre em frente
E o norte da bússola era o amor
E o calor da sua amizade era o vento a favor.

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Chema Madoz - A fotografia

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Mozart (1756 - 1791)

Comemora-se hoje os 250 anos do nascimento de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus, compositor Austríaco, intérprete de música de tecla, violinista, violista e maestro.
Autor de vasta obra para os mais variados instrumentos, e possuidor de um domínio técnico infalível, tocou e dirigiu óperas e concertos por toda a Europa.
Desde muito novo e até ao fim da sua curta vida, Mozart compôs, com genialidade, uma música que mostra um sentido de forma e simetria inato e um instinto musical fora do comum.
Morreu na miséria depois de não ter conseguido uma posição estável na corte de Viena, sendo preterido por Sallieri, no cargo de director de orquestra.
"As circunstâncias da morte de Mozart e a forma apressada e imprópria como um dos homens mais famosos de Viena foi enterrado deram origem a teorias sensacionalistas, e embora nenhuma tenha sido provada, todas elas apresentam bases para se pensar que os factos ocorridos não coincidem com os da versão oficialmente divulgada na época." (Dicionário Oxford de Música)

Terça-feira, Janeiro 24, 2006




















" Espanha", 1938

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Salvador Dalí ( 1904 - 1989 )


"Criança geopolítica observa o nascimento do Homem Novo", 1943.
"O facto de não entender os meus próprios quadros, no momento em que os pinto, não significa que estes quadros não tenham nenhum significado; antes pelo contrário, a sua significação é de tal ordem profunda, complexa, coerente e expontânea a ponto de se esquivar à simples análise lógica. Para que se possa descrever e explicar os meus quadros numa linguagem corrente, é necessário, primeiro, submetê-los a uma análise especial, mantendo, tanto quanto possível, a máxima serenidade científica e objectiva."
(A conquista do irracional)

A Língua Portuguesa

"Floreça, fale, cante, ouça-se e viva
A Portuguesa língua, e já onde fôr
Senhora vá de si, soberba e altiva!"
(...)

"E o vivo fogo, que em nós levanta,
A outra língua, ah cruéis, iremos dando?"


António Ferreira, poeta, (1528-1569)

Sábado, Janeiro 21, 2006

Agostinho da Silva (1906 - 1994)

Comemora-se este ano o Centenário do nascimento de Agostinho da Silva, por iniciativa conjunta dos Governos português e brasileiro e da Associação Agostinho da Silva.
Figura absolutamente ímpar da cultura luso-brasileira, Agostinho da Silva deixou, entre a sua vinda ao mundo, a 13 de Fevereiro de 1906, e a sua partida dele, no domingo da Ressurreição, em 3 de Abril de 1994, uma vida exemplar e pujante de pensamento e acção: das traduções e estudos clássicos à educação popular, da insubmissão perante o antigo regime à prisão e auto-exílio no Brasil, da fundação de universidades e centros de estudos ao aconselhamento de presidentes, governos e políticas culturais, da criação de vasta rede de amizades em todo o mundo à partilha dos recursos com os mais necessitados, do domínio de múltiplas línguas à publicação de imensa obra pedagógica, científica, literária e filosófica, da conversão da casa de Lisboa em tertúlia aberta à intensa e viva presença mediática.
Espírito livre, inconformista e original em todos os domínios, colocou as ideias e a vida ao serviço do pleno cumprimento de todas as possibilidades humanas. Em conformidade, e na linha de Luís de Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa e Jaime Cortesão, intuiu a superior vocação da cultura portuguesa, brasileira e lusófona como a de oferecer ao mundo o seu espírito fraterno e universalista, contribuindo para a criação de uma comunidade ético-espiritual mundial onde se transcendam e harmonizem as diferenças nacionais, culturais, políticas e religiosas.
Inspirador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), antecipou a urgência da sensibilidade ecológica e ecuménica, propondo um verdadeiro diálogo inter e trans-cultural, inter e trans-religioso, entre o Norte e o Sul, o Ocidente e o Oriente, como forma de superar preconceitos e antinomias que sempre resultam em desarmonia, opressão e guerra. Pensador do terceiro milénio, é hoje referência incontornável da cultura lusófona e do debate de ideias que, num ciclo conturbado da civilização, pode promover um novo Renascimento integral e planetário.

Presidente da Comissão do Centenário: Paulo Borges
Secretário Executivo: Renato Epifâneo

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

Quem somos donde vimos para onde vamos?
Há muito já que moro no porquê.
Nada sabemos senão que passamos.
E há sempre um homem que já foi.
Há um homem que ainda não é.
É esse que me dói.
(...)

Pode o homem ter muitos nomes e não ter nenhum
pode ter um só nome tendo muitos.
Pode ter uma pátria e já não ter nenhuma
ou tendo muitas ter uma só.
Pode ter uma pátria que nunca teve e pode ter uma pátria que não há.
(...)

Todo o homem tem um navio no coração
todo o homem tem um navio
tem um país a descobrir em cada mão
tem um rio no sangue tem um rio
todo o homem tem um navio no coração.

Todo o homem tem um onde e tem um quando
um tempo de partir um tempo de voltar
sete palmos na terra mil caminhos no mar.
Todo o homem se perde. Todo o homem se encontra.
E tem um tempo em que se mostra. E tem um tempo em que se esconde.
Todo o homem tem um por e tem um contra.
Todo o homem se perde. Todo o homem se encontra:
Todo o homem tem um quando e tem um onde. (...)

(Manuel Alegre na fala do velho em "Um barco para Ítaca")

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

A Matemática e a Música

Existe uma relação de cumplicidade entre a música e a matemática devido à componente rítmica. Os números estão directamente relacionados com a música quando falamos de uma sequência rítmica, do compasso de uma canção ou dos valores das figuras que definem uma melodia ou harmonia. A composição moderna chegou a utilizar a série dos doze sons da escala cromática como ponto de partida para criar uma música, que eu chamaria de "democrática", onde os sons são dispostos, mais lógica que sensorialmente, com recurso a fórmulas matemáticas. No entanto, ao contrário da matemática, a música não é uma ciência exacta, mas é arte num tempo possível de se representar.
Os cientistas dizem que a zona do nosso cérebro mais estimulada por estas duas disciplinas é a mesma, a que nos dá a capacidade de abstracção, imaginação, criatividade, etc.
A aprendizagem gradual da música desenvolve de uma forma agradável e pedagógica as necessidades de abstracção que a matemática, num grau mais avançado, exige.

Sábado, Janeiro 07, 2006

Boas Imagens

Gostei de ouvir e de ver as imagens do nosso amigo e conterrâneo João Oliveira a cantar no CCB, com a Ronda Dos Quatro Caminhos, Coros Alentejanos e a Orquesta Sinfonieta de Lisboa, no programa Músicas do Mundo. O DVD está à venda e recomenda-se. São temas de raiz popular portuguesa com arranjos de orquestra e coros, num espectáculo realizado no Grande Auditório do CCB.

Sábado, Dezembro 31, 2005

Boas Entradas

Apesar da azáfama da preparação do espectáculo da Passagem de Ano, quero agradecer as mais de 700 visitas recebidas nos dois meses de existência deste blog. Quero saudar todos os bloguistas e a blogosfera em geral, desejando que o novo ano venha confirmar a importância de cada voz num todo cada vez mais uniforme. Votos de muita felicidade e saúde.

Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

Miaaaau...

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Terça-feira, Dezembro 27, 2005

A Fome e a Vontade de Comer

O padre abriu a portinhola do confessionário e disse: "Quais são os teus pecados? Desabafa comigo." "Padre, tenho 96 anos e ainda sou virgem, não sei se fiz bem, mas quero chegar ao céu limpa de pecados." "Ó minha filha, então tu fizeste uma coisa dessas! Se tivesses casado e respeitado os sagrados laços do matrimónio, também eras bem recebida no céu, e escusavas de sofrer tanto. Mas deixa, que lá também irás experimentar muitas alegrias, porque o ambiente ainda é mais prazeroso que aqui neste reino."
A velhota foi para casa sempre a pensar naquilo e, no dia seguinte, decidiu que já só estava ali a perder o seu tempo e atirou-se da varanda. Caiu no momento em que passava um caminhão de caixa aberta carregado de bananas, que amorteceram a queda, e ela desmaiou por uns momentos, mas ainda estava viva. Quando acordou, o caminhão tinha parado numa quinta e a velhota abriu os olhos, viu palmeiras, céu azul e pássaros a cantar. Ainda tonta da queda, lembrou-se de tudo, e pensou que já estava no céu. Quando começou a apalpar à sua volta disse:
"Calma! Calma! Um de cada vez..."

O Trítono

Depois de criar a Escala de sons organizados, como hoje os conhecemos no Ocidente, e de desenvolver os instrumentos para reproduzir a música, alguns homens resolveram perseguir alguns grupos de sons que eram incómodos, porque criavam tensões entre si gerando uma ideia de conflito. Ao contrário daqueles sons que eram mais ou menos transitórios, ou de outros completamente estáveis, estes outros sons necessitavam urgentemente de estabilidade, e o ouvinte só descansava quando eles mudavam para outros que lógicamente os atraíam.
O intervalo de 4ª aumentada, o trítono, que compreende 3 tons e divide a escala precisamente ao meio, é um intervalo difícil de cantar e, durante a época medieval, era costume chamar-lhe "diabolus in musica", sendo proibida a sua utilização principalmente na música de carácter religioso.
Só no final do séc.XIX os compositores começaram a devolver a dignidade àqueles sons durante tantos anos amordaçados e puderam então surgir novos e modernos estilos musicais. Stravinsky, Erik Satie, Debussy, foram talvez dos mais corajosos.

Domingo, Dezembro 25, 2005

A Festa da Luz

As antigas culturas europeias eram adoradoras do Sol, e alguns lugares míticos, como Stonehenge, ainda nos mostram como os homens aprenderam a venerar a luz do Astro rei.
É por esta altura que, todos os anos, depois de termos chegado à noite mais longa, os dias começam a ser cada vez maiores até atingirem o ponto máximo no princípio do verão.
Este ano o solstício de inverno começou às 18.35 do dia 21.12, como sempre apenas para metade do planeta, enquanto na outra metade começa o solstício de verão.
Esta data sempre foi celebrada pelos povos antigos (do Oriente, egípcios, persas, gregos e romanos, estes, a partir de Júlio César) como sendo a época do nascimento do Sol e a sua expansão e crescimento como luz, calor, energia e inspiração.
Talvez não seja por acaso que a festa do Natal decorre nesta época em que um novo e igual ciclo vai acontecendo eternamente. Talvez as crianças, que são os nossos sóis em crescimento, precisem mesmo do nosso maior esforço e veneração para que os próximos ciclos sejam de ascensão.

Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Fome de Dignidade

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Sugestão para uma prenda

"Às vezes, ouvia dentro de si uma voz suave e meiga, que lhe recordava docemente coisas esquecidas, que se queixava docemente, tão docemente que mal a ouvia. De súbito, compreendeu claramente que levava uma vida estranha, fazia muitas coisas que não passavam de um jogo, se sentia alegre e, algumas vezes, experimentava prazer, mas que a verdadeira vida passava por ele e não lhe tocava. Como um jogador que joga com a sua bola, ele jogava com os seus negócios e com as pessoas que o cercavam, observava-as e divertia-se com elas; mas o seu coração, a sua verdadeira natureza, não entravam no jogo. A sua verdadeira personalidade vagueava algures, muito longe, prosseguia o seu caminho invisívelmente e não tinha nada a ver com a sua vida. Às vezes sentia medo de tais pensamentos e desejava poder compartilhar, também, com intensidade, o infantil quotidiano daquela gente, participar verdadeiramente nele, apreciar e viver as suas vidas em vez de estar ali apenas como espectador."

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

A iniciativa

Um homem da cidade passeava pelo Alentejo e encontrou um pastor que estava sentado à sombra debaixo de um sobreiro, enquanto algumas ovelhas se espalhavam pela planície seca.
"Boa tarde", "Viva, boa tarde","Passei ali num sítio que tem pastagens muito verdes perto de uma ribeira, se levasse para lá o gado era melhor para si","Mas porquê, homem?" perguntou o pastor."Porque os animais iam ficar mais bem tratados e assim reproduziam-se melhor, e o rebanho ia aumentar","Mas porquê?","Então, depois de ter vários rebanhos, poderia empregar outras pessoas","Desculpe, mas ainda não compreendi, porquê?","Homem, você assim ficava com mais tempo para si, para não fazer nada". O pastor olhou para o outro e deu uma gargalhada com gosto, "Ó amigo, então você não vê que isso já eu estou a fazer!!"

Domingo, Dezembro 18, 2005

Os Intervalos na Música

Designa-se por intervalo a distância entre dois sons. Cada distância entre os sons da melodia de uma canção confere a esta um carácter definido. Se fossem outros os intervalos não seria aquela a canção. A música está aliada a todos os sentimentos e em cada momento eles são invocados através dos intervalos:

Segunda- carácter suave, gentil, fluente, flexível, cantável
Terceira- carácter íntimo, sensível, quente, calmo, tranquilo
Quarta- carácter forte, estável, sólido, robusto, dinâmico, afirmativo
Quinta- carácter aberto, alegre, vivo, dominante, extrovertido
Sexta- carácter sentimental, sensual, delicado, doce, romântico
Sétima- carácter tenso, rígido, forte, harmónico
Oitava- carácter enérgico, brilhante, jovial, exultante, jubiloso

«&»

Boas Festas, Feliz Natal

*
Quisera,
Senhor neste
Natal, ornar uma
árvore dentro do meu
coração, e nela pendurar
em vez de presentes, os nomes
de amigos. Os de longe e os de perto.
Os antigos e os mais recentes. Os que vejo
cada dia e os que raramente encontro. Os das
horas difíceis e os das horas alegres. Meus amigos
humildes e meus amigos
importantes. Os que sem querer
magoei, ou sem querer me magoaram.
Os que pouco me devem e aqueles a quem
devo muito. Os nomes de todos os que já passaram
pela minha vida. Que seja uma árvore de raízes muito
profundas para que seus nomes nunca sejam arrancados do
meu coração. De ramos muitos extensos para que novos nomes,
vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes. De
sombras muito agradáveis
para que a nossa Amizade
seja um momento de repouso
nas lutas da Vida.


Sábado, Dezembro 17, 2005

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

A harmonia de um entardecer

Um homem

Um homem quis aprender o destino
E foi estudar Filosofia e Matemática
Mas encontrou dentro de si o menino
E as origens da Gramática.
Um homem quis ser um cientista
Um político poeta carpinteiro
Mas encontrou dentro de si o artista
E foi o que quis ser primeiro.

O Homem moldou os sons, organizou o sentimento
E em certos momentos bons libertou a voz ao vento,
Cantou amores e guerras e saudades do futuro
Cantou os rios e as serras, cantou o claro e o escuro.

Um homem falou de uma forma séria
Da sua fé e da sua liberdade
Mas encontrou o espírito e a matéria
E a ligá-los a vontade.
Um homem revoltou-se contra o poder
Lutou desesperadamente para se libertar,
Encontrou dentro de si o inimigo
Mas sobraram-lhe forças para cantar.

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Uma folha em branco

Uma folha em branco é como o silêncio
É um espaço de paz e abandono
Recipiente submisso das irrealidades
Que bailam na aura de uma caneta.

Uma folha em branco é um desafio
É uma chama invisível que provoca
Convidando a descobrir a arte
Na opacidade das reflexões.

Uma folha em branco é como um espelho
Onde o poeta se encara e deixa cair uma lágrima
Num rio de palavras fluindo
Em horizontes de amor, risos e esperança.

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Os Amores Perfeitos

Nascem, crescem, florescem,
Alegram-nos o olhar;
E quando o Sol ajuda
As cores a brilhar,
O nosso olhar insiste
Para neles poisar.

Quando a Primavera acaba
Deixam sair a semente,
E quando o Sol ajuda,
E a chuva, e o ar,
Nascem novamente
Para nos encantar.

Morrem depressa, os Amores Perfeitos
Mas sempre tornam a nascer.

29.03.98

Terça-feira, Dezembro 13, 2005

Bela, a Natureza

Fócrates...!!

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e com os seus pecados, decidiu pôr um fim a isto tudo.Deus reuniu então todos os líderes mundiais para lhes comunicar pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.Deus disse:- Reuni-vos aqui hoje para vos comunicar que, farto de vocês, decidi extinguir a humanidade em 24 horas.E os líderes, atónitos, responderam:- Mas, Senhor...- Nada de MAS!... Este é o limite! A humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre! Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao povo que esteja preparado. Têm 24 horas!
O primeiro a reunir o povo foi Bush. Em Washington DC, através de uma mensagem à nação, Bush disse:- Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar. A boa notícia é que Deus existe e falou comigo. Mas, claro, já sabemos disso. A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus.
Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:- Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias para dar. A primeira é que Deus existe!... Sim! Eu vi-o! Estava mesmo à minha frente!!! Estive enganado este tempo todo!... A segunda má notícia é que, em 24 horas, esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir!
Em Portugal, Fócrates-o-Zé, dá uma conferência de imprensa:- Portugueses, hoje é um dia muito especial para todos nós! Tenho duas boas notícias para vos dar: a primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus! Um mensageiro! Porque conversei com ele pessoalmente! Eu sou "o Escolhido"! A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo e, em apenas 24 horas, serão erradicados para sempre: o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção e a pedofilia. Os problemas de transportes, de água e luz, de habitação, a burocracia, e o mais espectacular de tudo, o IVA e o IRS vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!!! Assim sendo, este Governo vai cumprir tudo o que prometeu!!!

O mostrengo

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: "Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?"
E o homem do leme disse, tremendo:
"El-Rei D. João Segundo!"

"De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?"
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
"Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?"
E o homem do leme tremeu, e disse:
"El-Rei D. João Segundo!"

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
"Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!"


Da "Mensagem" de Fernando Pessoa

Reserva Protegida

Sábado, Dezembro 10, 2005

Sondagens

Alguém me sabe explicar o que significam as
bolinhas de cores diferentes?

À Aventura

Quando embarcaram nas caravelas enfrentando o mar desconhecido, aquilo que verdadeiramente os unia era a aventura. Em cada paragem, em cada praia, em cada ilha, foram-se descobrindo. Às vezes alguém ficava, obrigado, mas muitas vezes voluntáriamente e criando raízes. Nas viagens de regresso à terra natal traziam consigo a família e haveres.
Assim se foi unindo o Ocidente com o Oriente, o Norte com o Sul.
Para além da forma como a história foi contada, essas poucas e virtuosas raízes estão vivas e germinam num mundo em constante evolução, onde a aproximação e a partilha reclamam um maior entendimento.

A miscigenação

A aurora, o rio e a ponte

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005


"Osho acredita que todos nascemos com intuição, mas que, à medida que vamos crescendo, vamos perdendo este dom natural. Os nossos pais e professores, com as melhores das intenções, encorajam-nos a ser bem comportados e obedientes, e a dar mais valor à segurança do que à descoberta de coisas novas. Assim, a maior parte de nós está aprisionada nos limites do pensamento lógico. A intuição é a percepção directa da realidade, sem projecções dos preconceitos e das crenças da mente. É a visão pura e plena, uma forma de conhecer para além da lógica. Ao longo destas páginas, Osho salienta a importância de nos libertarmos dos limites da lógica e do pensamento analítico e ensina-nos a recuperar a nossa intuição, para que cada um possa descobrir uma nova forma de sentir e de pensar."

Carta aos meus filhos

Meus queridos filhos, Joana e Rui, nunca vos conseguirei explicar por palavras o quanto vos amo. Só um dia, quando passarem pelas vossas experiências, poderão apreciar a singularidade
deste sentimento e espero partilhar das vossas alegrias.
Aconselho-vos a viver um dia de cada vez, apreciando-o como único e com os olhos bem abertos de forma a apreciar toda a beleza que ele vos trouxe. O respeito por nós é mais forte e origina que respeitemos os outros. Confiem no vosso instinto, na vossa inteligência, na vossa intuição.
Façam-me o favor de ser felizes!!

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Para Além do Bem e do Mal

"Só posso crer num Deus que saiba dançar". (Assim Falava Zaratrusta) de Nietzsche.

A Felicidade

A melhor definição que já alguma vez ouvi sobre a felicidade foi dita em português por uma actriz : "Ser feliz é ir contente para casa"

Luz

Dorme Zé Maria, dorme até ser dia
Se alguém duvidou da tua lucidez
É porque não viu até onde tu vês
Ter calor no coração e querer calar a paixão
Num sonho de euforia vivido num só dia
Em luz

Sonha Zé Maria, sonha até ser dia
A vida que foste, que és e que serás
Dá-te a força mágica de ser capaz
De acordar, de criar, de espelhar alegria
Qual brilho de uma estrela
Promessa de harmonia
Que o tempo sempre acaba por mostrar
Em luz

Domingo, Dezembro 04, 2005

Um sonho pequenino

A grua pousou suavemente a estrutura do pontão nas águas calmas da maré cheia. Os homens encaixavam agora todas aquelas toneladas de material reaproveitado, no rebaixamento que tinham feito previamente na muralha do cais velho. Constituído por tubos, bidons, madeiras e ferros vindos da casa do seu filho, cais novo, que há muitos anos enxota as tradicionais formas de vida que em tempos ali se acolhiam, podia-se caminhar por cima dele cerca de 20 metros até terminar numa plataforma quadrada com uma escada a desaparecer no verde azulado da água.
Mais tarde, os jovens iriam sentar-se com os pés dentro de água, porque a poluição provocada pelos muitos milhares de habitantes já estava a ser encaminhada para a central de tratamento construida no monte de gesso na Barra a Barra. O meu amigo Vitor Ribeiro e dezenas de jovens remavam nos seus kayaks sem medo de apanharem mais infecções na pele.
Claro que também houve música e discursos de satisfação do Porto de Lisboa, da JFAV e da empresa de desmantelamento das carcaças que fizeram história em rios, mares e oceanos.

Sábado, Dezembro 03, 2005

A Sorte

"Ehh!! O que é que vocês andam aí a fazer!" disse a mulher ao sair à porta da casa térrea na pequena localidade de nome Tom, para dois adultos que andavam nos fundos do quintal debruçados sobre um pequeno canavial."Andamos à procura de uma das rodas da nossa carrinha","Ah, sim? Vejam lá se encontram aí um ninho de pata","Está aqui! A roda e o ninho da pata, desculpe lá isto minha senhora." "Eu é que agradeço, porque não sabia onde a pata fazia o ninho"
No km que andaram para trás, olhando atentamente para o chão dum e doutro lado da estrada, apenas encontraram uma das porcas. Tiraram uma de cada roda da frente, colocaram a roda atrás do lado direito com a ajuda de um macaco e seguiram viagem para Castelo Branco.
Os cinco seguiam calados e atentos à estrada quando o condutor rompeu o silêncio dizendo: "Eh pá! Nunca mais me vou esquecer desta, em que a roda da nossa própria carrinha nos ultrapassou!"

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

O Baile

"A menina dança, tem par ou descansa?","Quem lhe disze que me chamo Constança?, só danço se adibinhar o meu nome; começa por um O e acava num A". "Orora" disse o rapaz,"Adibinhou, bamos dançar","Não, agora só bou se adibinhar o meu, começa por um A e acava num O","Arnesto!!" disse ela com um sorriso matreiro."Isso mesmo! Bamos dançar" e colocando o braço na cintura dela rodopiaram pela sala.

Terça-feira, Novembro 29, 2005

Fado do Novo Dia

Ter por companhia uma guitarra
Para cantar este meu fado
Para brindar ao novo dia
Que seja o dia esperado
Ao nascer do novo dia
Dedico estas palavras
Que venha em harmonia
Que nos traga a ousadia
De querer ser mais e melhor
Aqui me vejo no cais
De chegada e de partida
Remando contra a maré
Com rumo directo à vida
E quando o sol brilhar
Com toda a sua alegria
Por aí vou caminhar
Pensando em encontrar
A Dona... Felicidade
As ruas desta cidade
São as veias do meu ser
E antes que o sol se vá
O sol eu quero aprender
Poema e música de jm, criados numa noite de verão em 1985.

Quarta-feira, Novembro 23, 2005

Agradecimento

Há quem diga que "olhos que vêem, vêem cedo", mas isso não aconteceu comigo nem com a maior parte dos pensadores e investigadores. Mesmo os olhos da ciência parecem só agora começar a abrir envergonhadamente.
Desde que comprei o computador, há cerca de três anos, tenho recebido centenas de mails que circulam na net reenviados por amigos, e tenho, tal como vocês, assistido à degradação da nossa qualidade de vida. A comunicação permitida pelas novas tecnologias faz-nos aperceber de realidades próximas e distantes que por vezes completam o "puzzle". Como eu quero acreditar que vivemos numa democracia, tomei a liberdade de partilhar estas ideias convosco.

Terça-feira, Novembro 22, 2005

A Sociedade do Conhecimento

Como será?...
Como será um dia em que as distâncias não existam
E todos nos dedicarmos a aprender
Com as nossas verdadeiras raízes
Com a riqueza do que existe
Do passado e do presente na humanidade?

Ah! O dinheiro

Este é o meu primeiro mês de Bloguista. Talvez vá parar um pouco e esperar pela conta, pois não quero ser surpreendido. Até sempre!!

Segunda-feira, Novembro 21, 2005

A 1ª comunhão

Era um domingo em que o sol aquecia as margens do estuário. Os três amigos passeavam pelas ruas da localidade que já pedia para ser vila. Nas suas melhores roupas, sentaram-se ao sol nas escadas da igreja cujo padroeiro é S. José Operário. Os sinos tocavam e as pessoas bem vestidas entravam." Vamos à missa?","Oi! Deixa-te disso","Por mim, tudo bem". Calaram-se de repente, olharam uns para os outros e desataram a rir de felicidade. Falaram de banalidades durante mais um bocado e levantando-se, foram entrando. Sentaram-se no banco mais distante do altar no momento em que os crentes faziam uma fila para tomar a hóstia. "Vamos também?", "Ai,ai!...","'Bora". Colocaram-se na fila e, quando chegou a sua vez, ajoelharam-se e esticaram um pouco a língua para que o padre colocasse uma rodela branca, sólida e fina, que se desfazia lentamente com a saliva. Caminharam para o lado e encostaram-se à parede, enquanto o fumo que saía dos utensílios de prata criava um ambiente místico. "Sinto-me tonto", "Oi!O que é isso?", "Vamos embora". As pernas fraquejavam enquanto, calmamente, os amigos o seguravam por debaixo dos braços e saíam para a rua. Sentaram-se no mesmo sítio onde estavam, olharam uns para os outros e começaram, primeiro os dois, e depois os três, a rir

A solidão

Iaiôoooooo!! Arriba! Arriba! Eu sou o solitário...!!

A escuridão

Nesta meia hora em que faltou a luz aproveitei para fazer uma meditação profunda. O silêncio foi amigo e por momentos lembrei-me desta história.
Toquei num grupo em que o viola baixo tinha um chinó. Um dia,quando regressávamos de um serviço, já cansados, ele deixou-se dormir no banco da carrinha e alguém lhe virou o chinó. Quando acordou ele disse" Eh pá! Tou às escuras! Tou cego!"

Cartas ao Pai Natal V - Sário Moares

Pai Natal
Acordei agora da sesta.
Tive um sonho original.
Conversei com a Maria
E achamos que não é sonho
Mas uma ideia genial!
Já fui ministro, primeiro-ministro
E duas vezes presidente deste país
Está na hora de mudar de ares
Aceitar novos desafios
Levar mais longe o nome de Portugal
Ou o meu nome… Como sempre quis.
Como tu tenho já uma certa idade
E no ventre a mesma proeminência
Decidi que para o ano quero ser o Pai Natal.
Portanto… Olha pá faz as malas.
Desocupa a Lapónia.
Vou ser eu o Pai Natal.
Tem lá paciência.

Assinado:
Sário Moares(Ex-deputado. Ex-Primeiro Ministro. Ex-Presidente da Republica. Ex-Deputado europeu. Futuro Pai Natal)

Cartas ao Pai Natal IV - Manuel Triste

Pai natal quando voares nos céus da minha Pátria
Quando aterrares as renas nas planícies do meu País
Lembra-te desta carta, pedido singelo
De um homem que só para a Pátria pede
Para si… Nada quis.
Se o nevoeiro que levou D. Sebastião
Te fizer perder o rumo e baralhar o norte
Segue o cheiro a verde pinho
Ouve a minha trova no vento que passa
E chegarás às chaminés do meu país
Pátria desafortunada.
Sem euros. Má sorte.
Numa das chaminés de Lisboa
Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição
Que o teu trenó sobre ela paire
Que sobre a chaminé de Moares a tua rena páre
E solte bosta.
Um imponente cagalhão.

Assinado: Manuel Triste

Cartas ao Pai Natal III - Françã Loucisco

Isto não é uma carta!
É um manifesto. Um protesto. Uma petição
Assinada por dezenas de intelectuais
E outras pessoas que jamais
Se reviram numa festa Bacanal
Orgia de oferendas
Dadas sem qualquer critério
E que perpetuam uma tradição
Caduca. Reaccionária. Clerical.
Que tu representas oh pai do natal.
Com esta petição pretendemos
Que a data seja referendada
Não imposta, decretada
Por um estado economicista e liberal
E que seja celebrada quando um homem quiser
Não à roda da mesa.
Consoada.
Mas num portuguesíssimo arraial.

Assina: Françã Loucisco

Cartas ao Pai Natal II -Inábil Savaco Cilva

Excelentíssimo Senhor Doutor Pai Natal
Venho por esta via pedir para a minha Maria
O Kama Sutra, versão condensada
Não sei se a minha Maria teria
Para a versão completa e ilustrada
Suficiente pedalada.
Eu para mim
Por ora nada peço
E de momento nada digo
Não abdico do meu direito de manter o suspense
E de fazer tabu do meu posterior pedido.
Mas…. E só isto adianto
Não preciso de Viagra
Para acompanhar a minha Maria na leitura
Do acima citado livro
Que teso e hirto ando eu sempre
Não precisando por isso de muleta
Ou qualquer outro suplemento
Para manter a rigidez
E o meu porte sobranceiro.
Despeço-me atentamente economizando palavras
Porque como vossa Excelência sabe:
Os tempos são de crise e tempo é dinheiro.

Assina o Professor Doutor: Savaco Cilva

Cartas ao Pai Natal I - Serónimo de Jousa

Camarada
Tu que és explorado pela entidade patronal
Durante a época do Natal
Usado como símbolo do capitalismo
Para fomentar o consumismo
Desenfreado, descontrolado
Que enriquece a burguesia
E empobrece o proletariado
Junta-te a nós no combate
Contra a guerra no Iraque
Oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's
Luta pela igualdade feminina
Não dês Barbies mas Matrioshkas
Educa as crianças de hoje
Comunistas amanhã
Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital".
Camarada
Reivindica o teu direito a um transporte decente
Pára o trenó e as renas
Que não é veículo de gente operária e trabalhadora
Como tu oh pai natal!
Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários
Viva o Natal dos oprimidos
Viva o Natal dos operários!

Assinado pelo candidato: Serónimo de Jousa(Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP)

Estética, Ética e Política

Tudo aquilo que nós fazemos, dizemos ou pensamos tem sempre uma carga ética, estética e política, muitas vezes desequilibrada. O pensamento político, nos nossos dias, ocupa o 1º lugar, seguido da ética e só depois vem a estética. Acontece então que os valores materiais sobrepõem-se a outros mais interiores e genuínos que verdadeira e intemporalmente dão felicidade.
Eu sempre procurei dosear estas 3 directorias procurando conhecer em mim os 3 sujeitos.

Momento Publicitário

"Lá na rua da Vitória, 46, 48 (bis)
Satisfaz-se plenamente o cliente mais afoito (bis)
Porque a Rádio Vitória é a embaixada do bom gosto (bis)
O cliente é bem servido e sai sempre bem disposto (bis)"


"Dgi colónia é o leitge
Qui você devi usar
Leiti dgi colónia
Pra béleza realçar"

Domingo, Novembro 20, 2005

O "balão"

Os 3 sentados à mesa, encostada à parede, jantavam em silêncio."Fulano foi no balão" disse o homem,"Coitado! Agora que nasceu a filha..."lamentou a mulher. "Eu disse-lhe para tomar cuidado com as companhias, mas ele é um fala-barato" continuou ele "se continua assim ainda vai preso". Silêncio."Filho, nunca queiras ir para a política!". A criança não respondeu porque olhava fascinada para a luz do candeeiro e para os desenhos que os fumos do petróleo iam traçando na chaminé de vidro.

Outro dos Gurus

" É preciso muito boa vontade para que se chegue a tê-la." ( Prof. De Rose)

Os "bufos"

"Então! Tás bom", dizia o falso amigo para o rapaz."Tou. E tu?","Também, ouve lá, já outro dia era para te dizer isto, mas estava muita gente", "Diz lá pá! Agora estamos sózinhos"," Tu não queres ser agente secreto ?"," Como, tipo 007 ? ", disse o jovem a rir."Não, a sério, com cartão e tudo, com a tua foto". O jovem ficou calado, a pensar por uns momentos."Tens é que denunciar aqueles que ouvires dizer mal do governo" disse o outro. "Mesmo os meus pais?" "Sim, claro, e como és agente secreto não revelas a tua identidade". O jovem olhou para o outro quase incrédulo e disse com voz firme "Não. Assim não dá! Não quero!". E afastou-se rua abaixo a assobiar.

Sábado, Novembro 19, 2005

A Saúde

Fui com a minha mãe a um médico que, depois de a observar e aos exames, lhe passou mais 2 (um de ressonância, e outro que não consigo lembrar o nome) avisando-nos logo que eram exames caros (400 contos) e que não sabia se a caixa os iria pagar. Ao consultarmos o médico de família para nos passar os exames, ele informou-nos que teríamos de os pagar, sendo depois o dinheiro devolvido.

A nossa população é composta na maioria por idosos e cada vez nascem menos crianças. A maior parte dos idosos são aqueles que viveram durante estes 30 anos numa classe média(baixa no caso dos meus pais) e cuja evolução social lhes permitiu, primeiro fazer algumas poupanças, e por fim, foram-se adaptando a tempos cada vez mais difíceis.
Sabendo isto, os economistas que têm um olhar frio e insensível a defender este modelo actual e nos enganam com falsos números, resolveram aniquilar aqueles que já não produzem, pois sabem que desistirão com as dificuldades, através de reformas de miséria, aumento da idade de reforma, e má prestação dos serviços de saúde. Mas, antes de abalarem, os idosos têm de deixar, na algibeira dos patrões daqueles, o pouco que ainda têm.

Nós por cá